O relógio marca 22h deste sábado (24) e a campanha eleitoral de 2026 encerra oficialmente. A partir desse momento, qualquer ato público de promoção de candidatos torna-se infração, com impacto direto na logística de domingo e nas regras que valerão nas próximas 24 horas após o pleito.
Para empresários e investidores, a data sinaliza o fim da incerteza regulatória de curto prazo e o início da transição institucional. Entender os prazos e vedações evita multas e orienta decisões de comunicação nas próximas 48 horas.
O que para exatamente às 22h
A legislação proíbe, a partir desse horário, o uso de alto-falantes e amplificadores, a distribuição de material gráfico, caminhadas, carreatas, passeatas e carros de som com jingles ou mensagens de candidatos. A regra vale para todo o território nacional, independentemente de haver segundo turno local.
Na internet, a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral já estava vedada desde quinta-feira (22). Ontem (23) encerrou-se a propaganda gratuita no rádio e na TV, além dos anúncios pagos em imprensa escrita e dos debates entre candidatos.
Inteligência artificial sob vigilância estendida
Uma novidade relevante para 2026: até 24 horas após o fim da votação, fica proibida a publicação ou republicação de conteúdos novos produzidos ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou figuras públicas. A medida visa coibir deepfakes e manipulações de última hora.
Plataformas digitais já foram notificadas pelo TSE sobre os procedimentos de remoção. Quem gerencia redes sociais corporativas ou canais de comunicação deve suspender qualquer peça sintética relacionada ao pleito durante esse período.
Horário de votação e particularidades regionais
Neste domingo (25), as urnas abrem das 8h às 17h pelo horário de Brasília. A ordem de votação varia:
- Maioria dos estados: apenas presidente da República
- Acre, Amazonas, DF, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins: governador primeiro, depois presidente
- Seis municípios com eleições suplementares: presidente primeiro, depois prefeito
Essa diferença de sequência pode gerar filas desiguais em colégios eleitorais que atendem múltiplos municípios. Empresas com operação logística nessas regiões devem considerar janelas de deslocamento ampliadas.
O que o eleitor precisa levar (e o que fica fora)
O TSE recomenda consulta prévia do local de votação no site do tribunal ou no aplicativo e-Título. É permitido levar uma “colinha” em papel com os números dos candidatos. Celulares são proibidos dentro da cabine de votação — devem ser deixados com o mesário antes de entrar.
Documentos aceitos: RG, CNH, passaporte, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, e-Título (com foto) e identidade funcional de órgãos de classe. Todos devem ser originais ou cópias autenticadas.
Comunicação oficial nos últimos minutos
Até o encerramento da campanha, o TSE ainda pode requisitar até dez minutos diários em emissoras de rádio e TV para comunicados, boletins e instruções ao eleitorado. Parte desse tempo pode ser cedida aos tribunais regionais. É a última janela oficial de orientação em massa antes do silêncio legal.
O que observar daqui para frente
O domingo define o presidente e, em seis estados, os governadores. A apuração começa às 17h no horário de Brasília, mas resultados definitivos em estados com fuso diferente podem demorar mais. Para o mercado, o gatilho relevante é a confirmação matemática da vitória — não a projeção inicial.
Nas próximas 72 horas, monitorar: (1) eventuais questionamentos judiciais sobre procedimentos de urna; (2) posicionamento do TSE sobre eventuais irregularidades de IA detectadas pós-pleito; (3) anúncios de equipe de transição, caso haja troca de governo. A clareza institucional tende a se consolidar até terça-feira (27).
