Apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL) ocuparam as ruas de Juiz de Fora na manhã deste sábado (24), véspera do segundo turno da eleição presidencial de 2026. A carreata partiu do bairro Cruzeiro do Sul, cruzou a Avenida Rio Branco e terminou na Praça Agassis, no Mariano Procópio. Manifestantes exibiram bandeiras e cartazes ao som de um trio elétrico, sem registro de incidentes até o fechamento desta reportagem.
O cenário eleitoral na cidade
Neste domingo (25), 395.457 eleitores juiz-foranos voltam às urnas exclusivamente para escolher o presidente da República. Os demais cargos — governador, senador, deputados — já foram definidos no primeiro turno.
A disputa polariza entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, Lula liderou no município com 151.552 votos (54,3%), contra 126.964 de Flávio Bolsonaro (45,5%). A diferença de 24.588 votos será o alvo das duas campanhas nas últimas horas.
Mobilização de rua e estratégia final
Atos de rua como a carreata deste sábado servem a dois propósitos: energizar a base e gerar conteúdo para redes sociais. Imagens de adesão voluntária são transformadas em peças de campanha que circulam em grupos de WhatsApp e no horário eleitoral gratuito.
Do lado petista, apoiadores de Lula realizaram atos paralelos na cidade com foco em pautas como educação e democracia, sinalizando que a disputa pelo voto útil segue acirrada nas ruas e nas telas.
O que observar nas próximas horas
- Comparecimento: abstenção no primeiro turno foi de 21,3% na cidade; cada ponto percentual equivale a cerca de 8.400 votos.
- Voto de trânsito e justificativa: prazos encerram às 17h deste sábado para quem está fora do domicílio eleitoral.
- Horário de votação: 8h às 17h (horário de Brasília), com preferência para idosos e pessoas com deficiência nas três primeiras horas.
Por que Juiz de Fora importa no cálculo nacional
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, com 16,3 milhões de aptos. Juiz de Fora, como polo da Zona da Mata, funciona como termômetro do interior mineiro — região onde a margem entre os dois projetos costuma definir a eleição estadual e, por extensão, influencia o resultado nacional.
Em 2022, Bolsonaro venceu em Minas por 51,1% a 48,9%, mas perdeu no município. A inversão desse padrão em 2026 será um dos indicadores mais observados por analistas na noite de domingo.
O dia seguinte: transição e governabilidade
Independentemente do vencedor, a margem em Juiz de Fora e em Minas dirá muito sobre a força de cada coalizão no Congresso a partir de 2027. Bancadas federais mineiras tendem a se alinhar ao presidente eleito nas votações de orçamento e reformas estruturais.
Para o empresariado local, a sinalização mais clara virá nos primeiros decretos e na composição dos ministérios econômicos — setores que ditam o ritmo de investimentos na região nos próximos quatro anos.
