Pela primeira vez em décadas, a faixa das 21h da Globo ficará sem novela. O motivo: o debate decisivo entre Flávio Bolsonaro e Lula, marcado para as 21h30 desta sexta-feira, 23 de outubro. A emissora cede seu horário nobre mais valioso — e o faz pela segunda vez em menos de um mês.
O precedente de outubro e a mudança de rota
No primeiro turno, a Globo já havia retirado Quem Ama Cuida da grade para o debate do dia 1º. O confronto não aconteceu: Flávio Bolsonaro anunciou que não compareceria, Lula também recusou, e a emissora cancelou o evento alegando interferência de decisões do TSE nas regras combinadas. Na ocasião, a novela entrou no ar normalmente após o Jornal Nacional.
Desta vez, não há volta. O segundo turno exige o encontro final, e a grade já foi fechada sem a trama de Letícia Colin.
Como fica a programação da noite
A emissora reorganizou o horário nobre para acomodar o evento político sem perder a entrega de audiência do Jornal Nacional:
- 18h25 — A Nobreza do Amor
- 19h10 — Telejornal local
- 19h40 — Por Você
- 20h30 — Horário Político
- 20h40 — Jornal Nacional
- 21h30 — Debate presidencial
- 23h35 — Jornal da Globo
Impacto comercial e de audiência
A novela das 9 é o principal produto de venda de publicidade da emissora. Um capítulo inédito não exibido significa inventário perdido — e, no caso de Quem Ama Cuida, uma quebra de continuidade narrativa que pode afetar o engajamento do público nas semanas seguintes.
Por outro lado, debates presidenciais no segundo turno historicamente entregam picos de audiência superiores à média da faixa. A aposta da Globo é que o evento compense a ausência da ficção, tanto em números quanto em relevância institucional.
O que observar daqui para frente
O término do debate às 23h35 empurra o Jornal da Globo para a madrugada, o que pode reduzir sua audiência habitual. No sábado, a emissora precisará decidir se compensa o capítulo perdido com edição estendida ou acelera a trama. Para anunciantes e agências, o sinal de alerta está ligado: a grade de 2026 mostrou que eventos políticos de última hora podem derrubar a previsibilidade do horário nobre mais caro do país.
