Economia

Governo de Minas injeta R$ 32 mi em clubes após fim de bets: como fica o futebol local

Governador Mateus Simões anuncia aporte de R$ 32 milhões para América, Atlético e Cruzeiro em reunião com dirigentes
Governo de Minas, Codemge e Cemig garantem R$ 32 mi aos três grandes clubes mineiros após fim de patrocínios de bets.

O Governo de Minas, a Codemge e a Cemig anunciaram nesta terça-feira (29) um aporte de R$ 32 milhões para América, Atlético e Cruzeiro. O recurso substitui o patrocínio máster que seria perdido com a medida provisória federal que proibiu apostas e jogos virtuais no país.

A decisão foi tomada em reunião na capital mineira com dirigentes dos três clubes e presidentes das estatais. O pagamento deve ser imediato, segundo o governador Mateus Simões.

Como o dinheiro será dividido entre os times

A distribuição não é igualitária. Atlético e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada, enquanto o América fica com R$ 2 milhões. A diferença reflete o histórico de valores que a Cemig já destinou às equipes até 2015, atualizados pela inflação.

  • Atlético: R$ 15 milhões
  • Cruzeiro: R$ 15 milhões
  • América: R$ 2 milhões

Os contratos terão duração de um ano e preveem a exposição das marcas estaduais nas camisas, em posições ainda a definir.

Contrapartidas vão além da estampa no uniforme

Não há almoço grátis. Em troca do aporte, os clubes assumem compromissos sociais definidos individualmente. Investimento no futebol feminino e distribuição de ingressos gratuitos para estudantes de baixa renda em jogos específicos estão entre as exigências.

O governo afirma que as negociações respeitarão contratos comerciais já vigentes. A intenção é ocupar espaços nas camisas sem conflitar com patrocinadores atuais.

Outros clubes mineiros entram no radar

O anúncio não fecha a porta para Athletic, de São João del-Rei, e Uberlândia. Segundo Simões, o governo deve negociar separadamente com essas equipes. Ainda não há valores nem prazos definidos para elas.

A medida provisória federal, publicada na sexta-feira (25), criou o cenário de urgência. Sem a receita das bets, os times corriam risco de desequilíbrio financeiro imediato na temporada.

O que observar nos próximos meses

A execução dos contratos será o primeiro teste. A definição exata dos espaços nas camisas e o cumprimento das contrapartidas sociais — especialmente no futebol feminino — dirão se o modelo tem fôlego além do curto prazo. Também vale acompanhar se Athletic e Uberlândia conseguirão acordos em bases semelhantes, o que ampliaria o alcance da política estadual para além da capital.