Justiça

Você não vai acreditar: Flávio tem 46%, Lula 45% no 2º turno

Gráfico de barras mostra Flávio Bolsonaro 46% e Lula 45% em simulação de 2º turno 2026
Pesquisa revela empate técnico entre Flávio Bolsonaro (46%) e Lula (45%) para 2026.

Uma nova simulação de segundo turno para 2026 coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 46% das intenções de voto, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configurando empate técnico. Mas a estabilidade desse cenário há seis meses esconde movimentos relevantes nas demais frentes.

O levantamento, realizado entre 26 e 30 de setembro com 2.000 eleitores por telefone, registrou 5% de votos brancos e nulos e 4% de indecisos. O intervalo de confiança é de 95%. O instituto responsável pela pesquisa é o Real Time Big Data, com registro no TSE sob o protocolo BR-09503/2026.

O que mudou desde março: estabilidade ou estagnação?

Desde o primeiro levantamento do ano, em março, o confronto direto entre os dois nomes mais citados para a disputa praticamente não se moveu. Lula oscilou de 42% para 45%, enquanto Flávio foi de 41% para 46%. A distância manteve-se mínima em todas as rodadas.

  • Março: Lula 42% x Flávio 41%
  • Setembro (anterior): Lula 45% x Flávio 45%
  • Setembro (atual): Lula 45% x Flávio 46%

Essa paralisia sugere que o eleitorado já definiu suas preferências estruturais, restando pouco espaço para migração de votos entre os dois polos principais. A disputa real pode estar nas franjas e nos indecisos.

Lula testa força contra outros nomes da oposição

O estudo não parou no duelo direto. O presidente foi colocado contra quatro alternativas de centro-direita e direita. Os resultados mostram que, fora do embate com Flávio, Lula lidera numericamente — mas nem sempre fora da margem de erro.

Contra Ronaldo Caiado (PSD), o placar é 45% a 43%. Novo empate técnico no limite da margem. Já frente a Romeu Zema (Novo), o petista abre vantagem numérica: 45% a 40%, com brancos, nulos e indecisos somando 15%.

O cenário mais confortável para o atual mandatário aparece contra Renan Santos (Missão/MBL): 45% a 38%. Por fim, o escritor Augusto Cury (Avante) protagoniza o segundo empate técnico mais apertado: Lula 45%, Cury 44%.

O que os números revelam sobre o tabuleiro 2026

A fragmentação da oposição é o dado mais forte. Nenhum nome alternativo consegue, sozinho, replicar a competitividade de Flávio Bolsonaro. Caiado e Cury chegam perto, mas dependem de transferência de votos que ainda não ocorreu.

Além disso, a taxa de rejeição implícita — medida pelos brancos, nulos e indecisos — sobe quando o adversário não é o senador do PL. No confronto com Zema, Renan Santos e Cury, o eleitorado “sem opção” passa de 13% a 15%. Isso indica resistência a votar em Lula, mas também falta de identificação com os substitutos testados.

O que observar daqui para frente

Com a pesquisa registrada no TSE e financiada pelo próprio instituto, a série histórica ganha peso como termômetro antecipado. Os próximos movimentos a monitorar são a definição das chapas oficiais, o impacto da economia no humor do eleitor médio e a capacidade de aglutinação de um nome único de oposição. Se a fragmentação persistir, o empate técnico visto hoje pode virar vantagem numérica para o incumbente no ano que vem.