Economia

Helicóptero para o GP Brasil: taxa de pouso passa de R$ 17 mil e assento compartilhado sai a R$ 4,9 mil

Helicópteros pousando no autódromo de Interlagos durante GP Brasil de Fórmula 1
Operação de helicópteros no GP Brasil 2024: taxa de pouso a partir de R$ 14.950 em Interlagos

Chegar voando ao autódromo de Interlagos no fim de semana do GP Brasil de Fórmula 1 custará a partir de R$ 14.950 apenas pela taxa de pouso — e o valor sobe no domingo. A operação, gerenciada pela Revo pelo terceiro ano seguido, oferece desde fretamento de aeronaves inteiras até assentos em voos compartilhados. Mas o preço do bilhete é só a ponta do iceberg.

O evento ocorre entre 6 e 8 de novembro em São Paulo. Quem tem helicóptero próprio paga a taxa de solo e deixa a logística com a plataforma. Quem não tem, escolhe entre três modalidades de voo, todas com partida da região da avenida Faria Lima. O tempo no ar: dez minutos.

Quanto custa cada opção — e o que está incluso

A Revo opera três helicópteros: dois Airbus H155 (oito lugares) e um H135 (cinco lugares). Os valores abaixo referem-se a cada trecho voado:

  • Taxa de pouso (helicóptero próprio): R$ 14.950 (sábado) / R$ 17.250 (domingo)
  • Fretamento H135 (5 passageiros): R$ 17.800 por dia / R$ 31.000 (sábado + domingo)
  • Fretamento H155 (8 passageiros): R$ 19.900 por dia / R$ 38.000 (sábado + domingo)
  • Assento compartilhado: a partir de R$ 4.900 (horários fixos, sábado ou domingo)

Nos pacotes de fretamento, horários de pouso e decolagem são agendados conforme disponibilidade operacional. No assento compartilhado, o passageiro embarca em janelas pré-definidas.

O efeito Revo: números que explicam a demanda

Em 2025, a plataforma gerenciou 400 voos e transportou 1.100 passageiros nos três dias de evento. Apenas nas rotas próprias da empresa foram 131 pousos e decolagens, movendo 769 pessoas — um salto de 200% em relação a 2024, primeiro ano da operação em Interlagos.

O crescimento reflete dois vetores: a piora do trânsito no entorno do autódromo e a consolidação da mobilidade aérea como alternativa viável para o público de altíssima renda. A Revo pertence ao grupo português OHI (Omni Helicopters International) e iniciou operações em agosto de 2023.

Porta a porta blindado: o diferencial operacional

Não é só o voo. O serviço inclui traslado em carro blindado até o heliponto de embarque e, após o pouso, até o destino final. Hoje a empresa realiza cerca de 105 voos por semana em rotas regulares:

  • Dias úteis: Faria Lima ↔ Guarulhos | Faria Lima ↔ Alphaville | Alphaville ↔ Guarulhos
  • Fins de semana: Faria Lima ↔ Fazenda Boa Vista | Faria Lima ↔ Quinta da Baroneza
  • Sazonais: litoral norte paulista (Juquehy, Baleia), Angra dos Reis, Paraty, Campos do Jordão

O ex-piloto Felipe Massa, embaixador da marca, estará presente no lounge da empresa durante o fim de semana de corrida.

O que observar daqui para frente

A expansão de 200% em um ano sinaliza que a mobilidade aérea urbana deixa de ser nicho para virar item de planejamento logístico em grandes eventos. Para 2026, a capacidade da frota (três aeronaves) pode se tornar gargalo se a demanda mantiver o ritmo. Investidores do setor acompanham dois indicadores: taxa de ocupação dos voos compartilhados e tempo médio de espera no solo — variáveis que determinam a viabilidade econômica da operação além do GP.