O iFood Pago acaba de fechar uma parceria com a Dako Profissional que coloca fogões industriais com desconto direto no balcão de donos de bares e restaurantes. A oferta vale por tempo limitado e pode mudar a conta no fim do mês. Mas o equipamento é só a ponta do iceberg.
Por trás do desconto, há uma jogada de acesso a crédito que deixou 63% dos clientes sem alternativa nos bancos tradicionais. Entenda como funciona e o que vem depois.
Desconto real, equipamento na hora
A parceria cobre as linhas Eco e Pro da Dako, modelos de dois a seis queimadores com garantia de um ano. O abatimento varia entre 5% e 12% dependendo do modelo — nada de cupom futuro ou cashback burocrático. O restaurante escolhe, compra e recebe.
Para o pequeno operador, isso significa trocar o fogão que já não dá conta do movimento sem esperar aprovação de financiamento longo. A Dako entra com o hardware; o iFood Pago entra com a estrutura de pagamento.
O número que explica a jogada
Segundo a Abia, o setor de alimentação fora de casa fechou o último ano com 1,2 milhão de estabelecimentos ativos. Desses, 72% são de pequeno porte. Juntos, movimentaram R$ 287,9 bilhões.
A fatia de mercado é enorme, mas a maioria desses negócios não consegue crédito em banco tradicional. Uma pesquisa Ipsos-Ipec encomendada pelo iFood Pago em janeiro de 2026 mostra o tamanho do vazio: 63% dos restaurantes que tomaram crédito na plataforma não tinham acesso a financiamento antes.
Crédito que nasce do fluxo, não do balanço
O modelo do iFood Pago não olha só para o balanço patrimonial. A plataforma usa o histórico de vendas pelo app para oferecer linhas de capital de giro e financiamento de equipamentos. Desde o início das operações, em junho de 2024, já foram concedidos mais de R$ 4,6 bilhões.
Na prática, o fogão da Dako pode ser parcelado nessa mesma esteira. O restaurante paga com o faturamento que o próprio equipamento ajuda a gerar.
- Linhas contempladas: Eco e Pro (2 a 6 queimadores)
- Desconto: 5% a 12% conforme modelo
- Garantia: 1 ano de fábrica
- Financiamento: via iFood Pago, baseado no fluxo de vendas
Por que isso muda a conta do dia a dia
Um fogão industrial novo reduz tempo de preparo, gás desperdiçado e manutenção corretiva. Para cozinhas que rodam no limite, cada minuto a menos no ticket médio vira mesa virada a mais no fim da noite.
Mas o efeito colateral mais forte é a porta de entrada para crédito recorrente. Quem financia o equipamento e paga em dia constrói histórico na plataforma. Isso abre linhas maiores para reforma, estoque ou expansão — sem precisar provar para o gerente do banco que o negócio dá lucro.
O que observar daqui para frente
A parceria tem prazo de validade não divulgado publicamente. Quem tem fogão no limite deve cotar agora — o desconto direto no equipamento some quando a campanha acaba, mas a linha de crédito do iFood Pago permanece.
Fique atento a dois movimentos: expansão da parceria para outros equipamentos (fritadeiras, fornos, refrigeração) e a entrada de novos players de eletroprofissional no mesmo modelo. O padrão “marketplace + fintech + indústria” tende a se repetir em categorias adjacentes.
Se o seu caixa permite, compre à vista e guarde o crédito para capital de giro. Se não, use o financiamento atrelado ao faturamento — mas simule o custo efetivo antes de assinar. A modernização da cozinha paga-se sozinha só se o fluxo não travar na parcela.
