A prefeitura de Barra Velha vai operar o sistema de segurança do Natal Luz Havan 2026, evento que espera milhares de pessoas em Brusque no dia 7 de novembro. A plataforma O Guardião, integrada ao Scanface, será o cérebro tecnológico por trás do monitoramento em tempo real.
O convite partiu da própria Havan. A rede varejista, que completa 40 anos, escolheu o estacionamento da megaloja matriz para receber o show gratuito de Ana Castela. A expectativa é de público recorde — e a aposta em tecnologia feita no Litoral Norte catarinense sinaliza uma mudança de patamar na gestão de grandes aglomerações.
Como funciona o “Guardião” que vai vigiar a multidão
Desenvolvido e coordenado pelo Ccrti (Centro de Controle Regional de Tecnologia e Inovação), o sistema reúne quatro pilares operacionais:
- Monitoramento inteligente: câmeras com análise de comportamento suspeito
- Contagem de público: estimativa em tempo real da lotação por setor
- Reconhecimento facial: cruzamento com bancos de dados de procurados
- Leitura de placas (OCR): rastreamento veicular na entrada e saída
Tudo converge para uma sala de controle onde a prefeitura de Barra Velha atua em parceria com forças de segurança estaduais. O diretor Everson Brandão comanda a operação a distância.
Teste de fogo na Festa do Pirão valida a aposta
A tecnologia não chega crua ao evento. Na 27ª Festa Nacional do Pirão, realizada em Barra Velha, o Guardião operou integrado à Polícia Militar, Civil, Bombeiros e Guarda Municipal. O resultado: zero ocorrências graves e fluxo controlado em dias de pico acima de 30 mil pessoas.
Foi esse histórico que colocou a cidade no radar da Havan. A parceria formal existe desde 2025, via termo de cooperação técnica. O Natal Luz marca a primeira exportação do modelo para fora do município.
Impacto direto para quem vai ao show — e para quem organiza eventos
Para o público, a promessa é entrada mais fluida, menos filas nas revistas e resposta mais rápida a incidentes. Para organizadores, o caso abre precedente: municípios de médio porte podem se tornar provedores de tecnologia de segurança para grandes marcas privadas.
O prefeito Daniel Pontes da Cunha classifica como “reconhecimento do trabalho desenvolvido”. Na prática, Barra Velha deixa de ser apenas consumidora de segurança para virar exportadora de solução.
O que observar daqui para frente
Três variáveis vão ditar se o modelo se espalha:
- Custo-benefício comparado a empresas privadas de segurança eletrônica
- Capacidade de escala do Ccrti para atender múltiplos eventos simultâneos
- Resposta jurídica sobre uso de reconhecimento facial em espaço privado com acesso público
O Natal Luz Havan 2026 começa às 20h do dia 7 de novembro. Se a operação correr como no teste do Pirão, a noite de Ana Castela pode entrar para a história como o marco zero de um novo mercado: cidades vendendo inteligência de segurança para o setor privado. Fique atento às licitações e termos de cooperação nos próximos meses — a porta se abriu.
