A Apple lançou o iPhone Duo no Brasil com preço inicial de R$ 21 mil — valor que compra seis unidades do modelo de entrada mais barato. Para quem não quer (ou não pode) gastar o equivalente a um carro popular em um celular, a linha 2024 ainda oferece as melhores relações custo-benefício da marca.
Os preços dos intermediários Android também dispararam, pressionados pela escassez de memória RAM causada pela corrida da inteligência artificial. Modelos médios variam entre R$ 2.300 e R$ 7.000, enquanto tops de linha chegam a R$ 20 mil. Dobráveis concorrentes, como o Galaxy Z Fold 8, ficam na casa dos R$ 12 mil.
Onde está o melhor custo-benefício da Apple hoje
Dois aparelhos dominam a recomendação para quem vem de iPhone 11, 12 ou 13: o 16e e o 16. Ambos entregam desempenho sólido, bateria para um dia inteiro e câmeras confiáveis — sem exigir o orçamento de um modelo Pro.
O 16e saiu de linha oficialmente, mas ainda aparece no varejo online por cerca de R$ 3.500. Já o 17e, seu sucessor direto, custa entre R$ 4.300 e R$ 4.900. A diferença de mil reais compra upgrades relevantes.
16e versus 17e: o que muda de verdade
Por fora, são idênticos. Por dentro, o 17e traz chip A19 contra A18 do anterior, tela de 120 Hz no lugar dos 60 Hz e armazenamento base de 256 GB (o 16e para em 128 GB). A câmera frontal salta de 12 para 24 megapixels.
Nos testes, o A19 mostrou vantagem em multitarefas e eficiência energética, mantendo a mesma autonomia de um dia. A traseira continua com lente única de 48 MP nos dois — limitação da linha “e”.
- iPhone 16e: A18, 60 Hz, 128 GB, frontal 12 MP — ~R$ 3.500
- iPhone 17e: A19, 120 Hz, 256 GB, frontal 24 MP — R$ 4.300 a R$ 4.900
A linha principal: 16 e 17 ainda fazem sentido
Sem lançamento de modelo padrão em 2026, as duas gerações anteriores seguem nas prateleiras. O iPhone 16 gira em torno de R$ 5.100; o 17, de R$ 6.200. Ambos ficam bem abaixo do 18 Pro (R$ 12 mil a R$ 21 mil).
O 16 estreou os botões de Ação e Controle de Câmera, antes exclusivos do Pro, mas manteve tela de 60 Hz. O 17 adiciona 120 Hz, vidro antirreflexo mais resistente, mais RAM e o mesmo A19 do 17e — com processamento de IA no dispositivo superior ao A18.
Na bateria, o 17 vence o 16 em tempo de tela ligada, graças a otimizações de hardware e software. Nas câmeras, os dois têm sistema duplo: o 17 traz duas lentes de 48 MP (principal e grande-angular), enquanto o 16 combina 48 MP + 12 MP.
- iPhone 16: A18, 60 Hz, 128 GB, dupla 48+12 MP — ~R$ 5.100
- iPhone 17: A19, 120 Hz, 256 GB, dupla 48+48 MP — ~R$ 6.200
O topo da pirâmide: Pro e o dobrável
O 18 Pro e o 18 Pro Max atendem quem já usa iPhones Pro antigos (13, 14, 15) e quer o melhor em câmera e bateria. A Apple estima ciclo médio de troca em quatro anos.
Já o Duo, o primeiro dobrável da marca, chega como produto de nicho: o modelo base de 256 GB custa o mesmo que seis unidades do 16e de 128 GB. A demanda surpreende — encomendas feitas em 20 de outubro só seriam entregues em 1º de fevereiro de 2027, segundo o site da Apple no Brasil. Críticas internacionais elogiaram o hardware, mas cobraram preço, compatibilidade de apps de terceiros e maturidade do iOS no formato dobrável.
O que observar na hora de decidir
Se o orçamento está na faixa dos R$ 3.500 a R$ 5.000, o 17e entrega tela fluida e armazenamento generoso por mil reais a mais que o 16e — diferença que se paga na longevidade do aparelho. Quem aceita gastar acima de R$ 5.000 ganha câmera dupla, Dynamic Island e, no 17, tela de 120 Hz e vidro superior.
O cenário de preços altos deve persistir enquanto a cadeia de memória RAM seguir pressionada pela IA. Para o próximo semestre, a expectativa do mercado é que a Apple anuncie a linha 19 em setembro, o que costuma derrubar em 10% a 15% os preços dos modelos atuais no varejo. Quem pode esperar, ganha desconto. Quem precisa trocar agora, tem na linha 16/17 o equilíbrio mais seguro entre preço, desempenho e suporte de longo prazo.
