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Hyundai Tucson 2027: o que muda (e o que some) na quinta geração do SUV

Hyundai Tucson 2027 quinta geração SUV eletrificado frontal vista
O novo Hyundai Tucson 2027 estreia design renovado e motorização eletrificada de até 292 cv.

A Hyundai confirmou a chegada da quinta geração do Tucson às concessionárias europeias no início de 2027, e a transformação vai muito além de um facelift. O SUV médio mais vendido da marca na Europa abandona o diesel, cresce em todas as dimensões e aposta em uma arquitetura eletrificada que chega a 292 cv. Para quem acompanha o segmento, a pergunta inevitável é: o novo modelo justifica a espera ou a geração atual ainda faz mais sentido no bolso?

A resposta depende do que você prioriza: espaço, tecnologia de bordo ou custo de aquisição. Abaixo, destrinchamos as diferenças práticas entre as duas gerações.

Design que quebra o padrão “fluido” da geração atual

O Tucson 2026 (reestilizado em 2024) mantém a linguagem paramétrica com linhas esculpidas e grade integrada aos faróis. A nova geração adota a filosofia Art of Steel: superfícies mais planas, vincos retos e caixas de roda pronunciadas. A assinatura luminosa deixa de ser uma barra contínua para adotar elementos horizontais de luz indireta na dianteira e na traseira — solução que melhora a identificação noturna sem recorrer ao clichê da faixa full-LED.

Na prática, o SUV ficou 3 cm mais comprido (4,56 m), 3 cm mais largo (1,90 m) e ganhou 4 cm de entre-eixos (2,72 m). A altura subiu 2 cm, chegando a 1,67 m. Números modestos no papel, mas que se traduzem em ombros mais livres na segunda fileira e porta-malas de 695 litros — contra 616 L do modelo 2026.

Interior: telas maiores, mas painel de instrumentos encolhe

O cockpit do Tucson 2026 traz duas telas de 12,3″ lado a lado. Na nova geração, o quadro de instrumentos digital cai para 9,9″, enquanto a central multimídia salta para 12,9″ de série e 17″ nas versões topo. A interface estreia o sistema Pleos Connect, com comandos por linguagem natural e sugestões baseadas em IA para rotas, climatização e manutenção preditiva.

Outro detalhe relevante: a Hyundai manteve botões físicos para o ar-condicionado. A decisão evita o erro de concorrentes que moveram tudo para o touchscreen, exigindo desviar o olhar da pista para ajustar a temperatura.

  • Porta-malas: 695 L (nova) vs 616 L (atual) — ganho de 13%
  • Banco traseiro: deslizante e encosto 40:20:40 apenas na nova geração
  • Head-up display e chave digital: presentes nas duas, mas com atualizações OTA mais ágeis no modelo 2027

Motorizações: diesel sai, híbridos plug-in ganham dentes

A grande surpresa está na planilha de potências. O 1.6 T-GDI a gasolina de 150 cv permanece (com câmbio manual de 6 marchas ou DCT7 na versão mild-hybrid 48V). O diesel 1.6 CRDi de 136 cv some do catálogo europeu — sinal claro de onde a regulamentação de emissões está empurrando o mix.

No lugar, entram dois híbridos baseados no mesmo 1.6 turbo:

  • HEV 245 cv — bateria de 1,49 kWh, câmbio automático de 6 marchas, tração dianteira ou integral
  • PHEV 292 cv — bateria de 17,1 kWh (era 13,8 kWh), carregador AC de 7,2 kW (era 3,3 kW), autonomia elétrica de até 81 km no ciclo WLTP (antes 71 km)

O carregador mais rápido reduz a recarga completa (10–100%) em wallbox de 7,4 kW para cerca de 2h30 — quase uma hora a menos que as 3h30 do modelo atual. Para frotistas e motoristas de aplicativo, a diferença no custo por quilômetro rodado em modo elétrico pode pagar o prêmio de aquisição em menos de dois anos.

O que observar daqui para a frente

A estreia europeia no primeiro trimestre de 2027 costuma anteceder em 12 a 18 meses o lançamento no Brasil, onde o Tucson é produzido em Anápolis (GO). Se a Hyundai mantiver o cronograma histórico, espere a quinta geração nacional para 2028 — possivelmente já com o motor 1.6 turbo flex e calibração específica para etanol, o que altera a equação de consumo e desempenho.

Enquanto isso, a geração 2026 segue em linha com condições comerciais agressivas: taxa zero em 24 meses e revisões com preço fixo até 60.000 km. Para quem precisa trocar de carro agora, o modelo atual entrega 90% da experiência por um ticket médio 15 a 20% menor. Já quem pode esperar até 2028 ganha um SUV maior, mais eficiente no modo elétrico e com tecnologia de bordo alinhada ao padrão 2025 — mas pagará o prêmio de “lançamento”.

Fique atento ao Salão de São Paulo de 2026: a Hyundai costuma usar o evento para antecipar versões brasileiras e confirmar motorizações flex. É lá que a conta fecha de vez.