Justiça

O que muda na campanha a 48h do voto: prazos que você precisa saber

Calendário eleitoral brasileiro com relógio marcando 48 horas para o voto
Principais prazos da campanha eleitoral nas 48 horas que antecedem o primeiro turno

O relógio está correndo para candidatos e partidos: a propaganda paga em jornais, revistas e tabloides chega ao fim nesta sexta-feira (2). A restrição vale também para a reprodução digital dessas edições impressas, fechando uma das últimas frentes de exposição paga antes do primeiro turno de domingo (4).

Mas o calendário eleitoral reserva outras datas críticas nas próximas 48 horas. Entender cada uma delas separa quem atua dentro da lei de quem corre risco de multa ou impugnação.

O limite dos anúncios impressos: números que definem a estratégia

A legislação permite até dez anúncios por veículo ao longo de toda a campanha, desde que em datas diferentes. No jornal, o espaço máximo é de um oitavo de página; em revistas e tabloides, sobe para um quarto de página.

Esses tetos forçam escolhas táticas. Um candidato a deputado federal em grande capital, por exemplo, precisa decidir se concentra inserções em um único jornal de grande circulação ou pulveriza em veículos regionais nos últimos dias.

  • Máximo de 10 anúncios por veículo (datas distintas)
  • Jornais: até 1/8 de página
  • Revistas e tabloides: até 1/4 de página
  • Vale também para versões digitais das edições impressas

O que ainda pode — e o que já não pode — no sábado

Até as 22h de sábado (3), véspera da votação, permanecem liberadas: distribuição de material gráfico, caminhadas, carreatas e passeatas, com ou sem carro de som. O uso de alto-falantes e amplificadores também é permitido até esse horário, respeitando as restrições de volume e locais previstos em lei.

Mas o domingo traz proibições absolutas. No dia 4, não pode:

  • Alto-falantes e amplificadores de som
  • Comícios e carreatas
  • Propaganda de boca de urna

A transição entre o permitido no sábado e o vedado no domingo costuma gerar confusão nas ruas. Equipes de fiscalização do TSE estarão atentas a qualquer extrapolação de horário ou formato.

Por que o prazo da imprensa escrita antecipa o fim da campanha paga

Diferente do rádio e da TV, onde a propaganda gratuita segue até sexta-feira à noite, a mídia impressa paga encerra mais cedo por decisão do legislador. A lógica: evitar que anúncios de última hora cheguem ao eleitor sem tempo para checagem ou contraditório.

Na prática, isso significa que a sexta-feira é o último dia para “comprar visibilidade” em papel. Após isso, só resta a propaganda voluntária e gratuita nas redes sociais, além das atividades de rua no sábado.

O que observar daqui para frente

Com as urnas preparadas e os prazos de mídia se fechando, o foco desloca-se para a logística do dia da votação: transporte público gratuito em diversas capitais, regras da lei seca onde houver adesão, e a atuação de mesários e fiscais. Para quem acompanha o processo — seja como candidato, coordenador ou eleitor atento —, a leitura atenta da Resolução TSE nº 23.610/2021 continua sendo o melhor antídoto contra surpresas nas últimas horas.