Economia

Santa Catarina 2026: 8 nomes na disputa e o que muda para seu negócio

Mapa de Santa Catarina com 8 fotos dos candidatos a governador em 2026
Oito chapas disputam o governo catarinense em eleição que pode ir ao segundo turno.

Oito chapas oficializaram candidatura ao governo de Santa Catarina, colocando 5,7 milhões de eleitores diante de um cenário pulverizado que pode arrastar a definição para o segundo turno. O primeiro embate ocorre em 4 de outubro, mas a fragmentação partidária sinaliza que a negociação real começará apenas após as urnas.

Para quem acompanha o ambiente de negócios no estado, a pulverização não é apenas um detalhe eleitoral: ela dita o ritmo de aprovação de projetos de infraestrutura, a continuidade de incentivos fiscais e a articulação no Congresso nos próximos quatro anos.

O eleitorado em números: onde está o voto decisivo

O Tribunal Superior Eleitoral confirma 5.725.753 aptos a votar. Mulheres somam 52% do colégio, homens 48%. Entre os 20,73% que declararam cor ou raça, a composição é assimétrica: 71,27% brancos, 22,59% pardos e 5,37% pretos. O dado importa porque regiões com perfis socioeconômicos distintos tendem a concentrar apoio em candidaturas diferentes, forçando alianças transversais no segundo turno.

O calendário prevê segundo turno em 25 de outubro, caso ninguém supere 50% dos votos válidos. A mesma regra vale para a disputa presidencial, o que nacionaliza o palanque catarinense e amplia a influência de Brasília nas negociações locais.

Os oito nomes na urna — ordem alfabética

  • Bruno Pedreiro (PCO) — Brunno Andrade Dias
  • Gelson Merísio (PSB) — Gelson Luiz Merisio
  • João Rodrigues (PSD)
  • Jorginho Mello (PL) — Jorginho dos Santos Mello
  • Laís Chaud (UP) — Laís Paganelli Chaud
  • Marcelo Brigadeiro (Missão) — Marcelo Marcel Franco Jose da Silva
  • Professor Marcus Sodré (PSTU) — Marcus Alexandre Sodré
  • Ralf Zimmer (PRD) — Ralf Guimarães Zimmer Junior

A presença de legendas de centro-direita (PSD, PL), centro-esquerda (PSB) e esquerda radical (PCO, PSTU, UP) indica que o debate deve oscilar entre pautas de desburocratização tributária e ampliação de políticas sociais — sem um polo hegemônico aparente.

Por que a fragmentação afeta contratos e investimentos

Santa Catarina responde por cerca de 4% do PIB nacional e lidera indicadores de formalização de empresas. Um governo sem base ampla na Assembleia Legislativa tende a governar por decretos e medidas provisórias, o que eleva a insegurança jurídica para contratos de longo prazo — especialmente em logística portuária, energia e inovação tecnológica.

Além disso, a chapa de senador eleita (um titular e dois suplentes) comporá a bancada que vota indicações para agências reguladoras e diretrizes do BNDES. O alinhamento entre governador e senador define a capacidade do estado de captar recursos federais para obras como a duplicação da BR-101 e a nova ponte da Lagoa.

Cenários para o dia seguinte à apuração

Se o vencedor emergir já no primeiro turno, a transição começa com sinalização clara de secretariado e prioridades legislativas. Se for ao segundo turno, espere 21 dias de negociação intensa: apoios formais em troca de pastas estratégicas (Fazenda, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico) e emendas impositivas.

O empresariado catarinense — historicamente organizado via FIESC e FACISC — costuma apresentar pauta única aos finalistas. A adesão ou resistência a essa pauta será o termômetro mais confiável do rumo da gestão.

O que observar daqui para frente

Monte seu radar em três frentes: (1) pesquisas qualitativas nas regiões do Vale do Itajaí, Norte e Grande Florianópolis — elas antecipam onde o voto de legenda se converte em voto de opinião; (2) movimentos de fusão de tempo de TV entre candidaturas nanicas e médias, que alteram a visibilidade nos 45 dias finais; (3) posicionamento dos candidatos sobre a Reforma Tributária estadual e a manutenção do regime diferenciado para micro e pequenas empresas. Quem ler esses sinais antes do dia 4 de outubro ganha janela de antecipação para ajustar estratégia de expansão, captação ou lobbying no estado.