O Tribunal Superior do Trabalho determinou o fim da paralisação na Caixa Econômica Federal e fixou reajuste salarial de 4,6%. A decisão unânime também definiu que os dias de greve não serão cortados do salário — terão de ser repostos ao longo do ano.
O movimento começou em 10 de setembro e mobilizou agências em todo o país. Agora, a expectativa gira em torno de como a compensação será operacionalizada nas unidades.
O que muda no bolso do funcionário
O índice de 4,6% incide sobre salários e benefícios, com retroatividade a setembro. Para quem recebe R$ 8.000, o aumento mensal bruto fica em torno de R$ 368. O reajuste também alcança auxílio-alimentação e auxílio-creche.
Além do percentual, o tribunal manteve cláusulas sociais do acordo anterior — como licença-maternidade estendida e adicional de função para caixas executivos.
Dias parados: como fica a conta
Em vez de desconto imediato, o TST determinou a compensação das horas não trabalhadas. A Caixa terá de apresentar cronograma em até 30 dias. Sindicatos defendem que a reposição ocorra sem prejuízo de folgas ou férias.
- Prazo para cronograma: 30 dias a contar da publicação do acórdão
- Forma: banco de horas ou extensão de jornada, a definir em negociação local
- Feriados e finais de semana: não podem ser usados para compensação
Impacto nas agências e no atendimento
A normalização do expediente deve ocorrer de forma escalonada. Gerentes regionais receberam orientação para priorizar o acúmulo de serviços represados — abertura de contas, crédito imobiliário e renegociação de dívidas.
Clientes que tiveram agendamentos cancelados durante a greve serão contatados nas próximas duas semanas. O aplicativo e o internet banking funcionaram normalmente durante todo o período.
O que observar nas próximas semanas
A assinatura do termo aditivo ao acordo coletivo deve ocorrer até o fim de outubro. Até lá, vale a regra de transição: salários de setembro já virão com o reajuste, mas a compensação das horas só começa após o calendário aprovado.
Outro ponto de atenção: o dissídio coletivo não tratou de contratações. Entidades representam que o déficit de pessoal nas agências segue crítico — e isso pode motivar nova rodada de reivindicações no primeiro semestre de 2025.
