Em pouco mais de um ano, a Iguá Sergipe colocou mais de 3,3 mil pessoas para trabalhar, sendo 97% mão de obra local. Mas o número esconde histórias de promoção, inclusão e uma cadeia econômica que está só começando a aquecer.
O retrato dos números: localidade e volume
A operação mobiliza hoje 3.300 colaboradores entre diretos e indiretos. Dessas vagas, 3.200 são ocupadas por profissionais que já vivem no estado. A distribuição cobre áreas operacionais, técnicas, administrativas e de liderança, o que mantém o conhecimento do território dentro de casa.
Esse recorte não é apenas estatístico. Significa que salários, impostos e consumo giram na economia sergipana, reforçando o desenvolvimento regional desde o primeiro ano de concessão plena, iniciado em maio de 2025.
Carreiras que mudaram de patamar
Franklin Santos entrou como analista de frotas e, em doze meses, assumiu a senioridade do setor. Ele define o período como ciclo contínuo de aprendizado e expansão de responsabilidades. A trajetória dele mostra como a estrutura da concessionária permite evolução técnica rápida.
Michelline Torres trilhou caminho parecido: começou na programação de operação e hoje supervisiona a eletromecânica da Regional Norte. Em um setor historicamente masculino, ela destaca a escuta ativa e a valorização da liderança feminina como diferenciais reais, não discursos de corredor.
Diversidade na prática, não no discurso
Mulheres, pessoas negras e profissionais com deficiência (PcD) ocupam posições de decisão, não apenas vagas operacionais. Franklin, que é PcD, resume a lógica da casa: “O importante é que as limitações não definam a minha capacidade profissional.”
Essa composição reflete metas assumidas publicamente pela controladora, signatária do Pacto Global da ONU e reconhecida pelo selo Women on Board (WOB), que atesta participação feminina efetiva no conselho de administração.
O efeito multiplicador na economia sergipana
Além dos postos internos, a operação puxa uma rede de fornecedores e prestadores de serviços espalhados pelos municípios atendidos. Cada obra de expansão de rede, cada manutenção de estação e cada ação de campo gera demanda por transporte, alimentação, hospedagem e insumos locais.
Com a concessão parcial de água e esgoto prevista para 35 anos, o plano de investimentos estrutura um fluxo de caixa de longo prazo que deve sustentar essa cadeia por décadas, beneficiando diretamente mais de 2 milhões de pessoas.
O plano de 35 anos e o que vem pela frente
Alinhada ao Marco Legal do Saneamento, a companhia executa cronograma de universalização do acesso, modernização de sistemas e expansão de redes. A meta é unir eficiência operacional, segurança hídrica e enfrentamento às mudanças climáticas — pilares do movimento Ambição 2030.
Para quem busca inserção ou recolocação, a empresa mantém dois canais permanentes de vagas: o portal oficial de carreiras e a página na plataforma Gupy. As oportunidades concentram-se, sobretudo, nas frentes operacionais e de atendimento ao público.
O que observar daqui pra frente
O ritmo de execução das obras de esgotamento sanitário será o termômetro real da geração de novos postos de trabalho. Acompanhar os editais de contratação de fornecedores locais e a evolução dos indicadores de universalização permite antecipar onde a demanda por mão de obra especializada vai crescer. Quem já atua no setor ou pretende entrar deve monitorar as certificações técnicas exigidas nas novas frentes de expansão programadas para 2025 e 2026.
