A Prefeitura de Feira de Santana acaba de oficializar o primeiro passo para a maior festa natalina do interior baiano: um contrato de R$ 35 mil para desenhar o Natal Encantado 2026. A empresa escolhida já tem o escopo definido, mas dois detalhes cruciais seguem em sigilo.
O extrato publicado no Diário Oficial do Município na sexta-feira (6) revela a contratação da Agda Moura Arquitetura Limitada. O acordo, assinado em 22 de outubro pelo Gabinete do prefeito José Ronaldo (União Brasil), cobre o projeto executivo e cenográfico completo da ambientação natalina.
O que está incluso no pacote de R$ 35 mil
Não se trata apenas de “enfeitar ruas”. O valor cobre a engenharia por trás do espetáculo visual. A contratada ficará responsável por:
- Projeto executivo: definição técnica de estruturas, elétrica e fixação;
- Projeto cenográfico: composição visual, paleta de cores e temática dos ambientes;
- Planejamento logístico: disposição dos elementos nos espaços públicos selecionados.
Em resumo, a empresa entrega o “manual de instruções” para a montagem. A execução física — compra de materiais, mão de obra e instalação — virá em licitações separadas, posteriores a este planejamento.
Por que a antecedência importa para o empresariado local
Feira de Santana é a segunda maior economia da Bahia. O Natal Encantado funciona como um motor sazonal: impulsiona hotelaria, gastronomia e comércio de rua por cerca de 40 dias. Ter o projeto pronto agora, em novembro, sinaliza que a gestão pretende evitar a correria de última hora que costuma inflar custos e reduzir a qualidade da entrega.
Para investidores e lojistas, o cronograma adiantado abre janela para planejar estoques, contratações temporárias e campanhas de marketing sincronizadas com a programação oficial.
As duas incógnitas que travam o planejamento privado
Apesar da clareza no “como” (o projeto), o “onde” e o “quando” da montagem física permanecem em aberto. A publicação oficial não lista quais bairros, praças ou corredores comerciais receberão a decoração, nem define a data de início da instalação das estruturas.
Essa lacuna gera incerteza estratégica. Comerciantes de áreas centrais e de bairros periféricos aguardam a definição para decidir se investem em decoração própria complementar ou se aguardam o fluxo gerado pela prefeitura.
O que observar nas próximas semanas
O próximo movimento da administração deve ser a publicação dos editais de execução. Fique atento a três sinais:
- Divulgação do mapa de decoração: define onde o dinheiro público será aplicado fisicamente;
- Licitação de montagem: indica o cronograma real de inauguração;
- Programação cultural: shows e atrações gratuitas costumam ser anunciados junto à estrutura.
O projeto está pago e contratado. A cidade aguarda agora a transformação do papel em luzes — e o impacto direto no faturamento de fim de ano.
