Uma das maiores govtechs da América Latina abriu as portas para um programa de trainee em inteligência artificial que foge totalmente do padrão de mercado: salário de R$ 7 mil, contrato CLT indeterminado desde o dia um e mentoria direta de executivos. São apenas 10 vagas para Florianópolis, mas a oportunidade escancara como as grandes empresas estão disputando talento bruto para liderar a próxima onda de automação.
As inscrições fecham em 13 de novembro e o processo seletivo promete ser tão intenso quanto a remuneração. Quem passar, entra em janeiro de 2027 para uma imersão de 18 meses que mistura hackathons, prototipação real e acesso a ferramentas como Claude e automações internas.
O que torna este programa diferente de tudo que você já viu
Esqueça o estagiário que faz café ou o trainee que gira departamentos sem propósito. O “Futures”, da Softplan, coloca o selecionado para resolver problemas reais de governo digital usando IA generativa aplicada desde o primeiro mês. A estrutura prevê quatro fases distintas, cada uma desenhada para transformar conhecimento acadêmico em entrega de valor mensurável.
O grande diferencial está no acompanhamento: cada participante terá um “padrinho” executivo ou head da empresa. Não é mentoria de RH; é exposição direta à tomada de decisão estratégica. Para quem está no 5º semestre da faculdade ou se formou há no máximo dois anos, é o atalho mais agressivo para a liderança técnica que o mercado oferece hoje.
Requisitos práticos e a pegadinha da localização
O edital exige portfólio com projeto de IA — não vale apenas boas notas. O candidato precisa morar na Grande Florianópolis ou ter disponibilidade real de mudança. A empresa oferece auxílio-mudança, mas o modelo híbrido exige presença física na sede a partir de janeiro de 2027.
A carga horária é padrão CLT: 40 horas semanais. O formato híbrido divide a jornada entre casa e escritório, mas a cultura de “discovery e prototipação” sugere que a presença física será pesada nas fases de validação e hackathons.
- Vagas: 10 posições
- Salário: R$ 7.000/mês + benefícios
- Contrato: CLT por prazo indeterminado
- Duração do programa: 18 meses (4 fases)
- Início: Janeiro de 2027
- Inscrições até: 13 de novembro (apenas online)
As etapas que separam curiosos de profissionais
A seleção não perdoa superficialidade. Após a triagem curricular e análise do portfólio, os aprovados encaram provas técnicas, um hackathon de inovação e, por fim, entrevistas com a alta liderança. O hackathon não é teatro: serve para testar como o candidato lida com dados sujos, prazos curtos e metodologias ágeis sob pressão.
Quem chega à fase final já demonstrou que sabe transformar modelo de linguagem em produto. A empresa busca gente que entenda fundamentos de IA generativa, mas que saiba, principalmente, prototipar e medir resultado. O discurso “eu estudei transformers” vale menos que “eu usei RAG para reduzir tempo de resposta em 40%”.
O que observar daqui para frente
Este movimento sinaliza uma mudança estrutural: govtechs deixaram de ser “empresas de governo que usam tecnologia” para se tornarem laboratórios de IA aplicada em escala real. Para o profissional, a lição é clara — portfólio com projeto funcional virou moeda mais forte que diploma.
Se você se enquadra no perfil, a janela está aberta. Se não, use este caso como benchmark: monte um projeto de IA que resolva um problema real, documente o processo e prepare-se. O mercado vai replicar este modelo em cascata nos próximos 12 meses, e a barreira de entrada será exatamente a capacidade de entregar valor com IA generativa no dia um.
