Economia

Entrega das chaves é só o começo: o segredo dos 15 anos de legado da Ascen

Equipe Ascen Empreendimentos celebra 15 anos de legado em Ribeirão Preto com chaves simbólicas
Ascen Empreendimentos comemora 15 anos de entregas que vão além das chaves.

A Ascen Empreendimentos completa 15 anos neste mês com uma certeza: o verdadeiro negócio não termina na assinatura do contrato, mas na vida que pulsa dentro dos edifícios décadas depois. Com sede em Ribeirão Preto e atuação regional, a construtora atingiu a marca de mais de uma dezena de empreendimentos entregues sem abrir mão de um princípio raro no mercado: o relacionamento com o cliente começa, de fato, na entrega das chaves.

Essa visão de longo prazo explica por que a empresa evita o rótulo de “construtora tradicional” e adota, há anos, o conceito de boutique. Mas o que isso significa na prática para quem investe ou mora em um imóvel de alto padrão?

O “boutique” decodificado: exclusividade como método, não slogan

Para os diretores Rafael Pagano (Operações) e Ricardo Pagano Júnior (Comercial), o termo define uma engenharia reversa: o projeto nasce da necessidade do morador, não da capacidade construtiva. Isso se traduz em três pilares operacionais que diferenciam a Ascen no balanço final:

  • Atendimento nominal: Não existe “unidade 101”; existe o projeto de vida de quem vai morar ali.
  • Especificação autoral: Acabamentos, layout e áreas comuns são desenhados para envelhecer bem, fugindo de modismos passageiros.
  • Pós-venda ativo: A relação contratual vira parceria de manutenção e valorização patrimonial.

Na prática, isso significa que a escolha do terreno, a arquitetura e o paisagismo passam pelo crivo da experiência do usuário final antes de irem para a prancheta estrutural.

Busca por identidade atemporal: a referência está fora da curva

Rafael Pagano resume a estratégia de produto em uma frase: “Olhar para fora para inovar por dentro”. A equipe de desenvolvimento viaja rotineiramente — inclusive para fora do país — para captar referências de moradia que aliem estética, funcionalidade e durabilidade.

O resultado é um portfólio onde nenhum edifício se parece com o outro. Do High Business (corporativo) ao Edifício das Artes (residencial cultural), passando pelo Ventisette e o Auge em Franca, cada torre carrega uma “assinatura” própria. Em São Carlos, o Data Lake trouxe a mesma lógica para o segmento tecnológico.

O caso Birdie: quando a natureza dita a arquitetura

O lançamento mais recente, o Birdie, na Vila do Golfe (Ribeirão Preto), sintetiza o momento atual da empresa. São residências suspensas a partir de 270 m² onde arquitetura, interiores e paisagismo foram concebidos simultaneamente — não em etapas sequenciais.

A proposta elimina a dicotomia “privacidade versus natureza”. Varandas profundas, brises naturais e vistas permanentes para o green do campo de golfe criam um microclima interno que reduz a dependência de climatização artificial. É a materialização do “estilo de vida” que a construtora vende no papel.

Portfólio consolidado: 15 anos em números e endereços

A solidez da trajetória aparece na diversificação geográfica e tipológica. Confira os marcos principais:

  • Ribeirão Preto: Grand Palladium, Modernità, High Business, Edifício das Artes, Ventisette, Quinta dos Oitis, Villa Guaimbê, RAO, Birdie.
  • Franca: Auge.
  • São Carlos: Data Lake.

São mais de uma década entregando metros quadrados de alto padrão com taxa de inadimplência histórica próxima de zero — dado que a empresa não divulga abertamente, mas que circula entre investidores locais como termômetro da gestão de crédito e relacionamento.

O que sustenta os próximos 15 anos: governança invisível

Se o produto é a vitrine, a governança é a estrutura que segura a expansão. A Ascen aposta em transparência contábil e compliance de fornecedores como ativos intangíveis. A lógica é simples: a confiança do comprador de hoje vira a indicação do investidor de amanhã.

Os planos para a próxima década não preveem salto quantitativo agressivo (lançar 20 torres/ano), mas aprofundamento qualitativo: menos empreendimentos simultâneos, mais densidade de serviços por metro quadrado e ampliação da atuação no ciclo de vida do prédio — gestão condominial, retrofit tecnológico e programas de fidelidade para recompra.

O que observar daqui para frente

O mercado imobiliário de alto padrão no interior paulista vive um momento de transição: o comprador migrou de “localização e metragem” para “serviços e comunidade”. A Ascen já opera nessa chave. Para investidores e profissionais do setor, os sinais a monitorar nos próximos trimestres são:

  • A velocidade de venda do Birdie (termômetro da aceitação do conceito “residência suspensa + natureza”).
  • Eventual expansão para uma quarta praça (Campinas ou São José do Rio Preto são especulações naturais).
  • Estruturação de um fundo de investimento imobiliário (FII) próprio para reciclagem de ativos legados — movimento lógico para quem pensa em perpetuidade.
  • Quem entende que imóvel de alto padrão é ativo de longo prazo, e não mercadoria de giro rápido, já sabe: a entrega das chaves é apenas a cerimônia de início da parceria.