Economia

Pedágio free flow na Imigrantes: o que muda no seu bolso a partir do km 37

Pórtico eletrônico de pedágio free flow no km 37 da Rodovia dos Imigrantes
Novo pórtico free flow instalado no km 37 da Imigrantes aguarda homologação para iniciar operação.

Um novo pórtico eletrônico acaba de ser erguido na subida da Rodovia dos Imigrantes, no km 37, e promete transformar a forma como 22 milhões de motoristas por ano pagam pedágio no Sistema Anchieta-Imigrantes. A estrutura está pronta, mas ainda não tem data para entrar em operação.

A concessionária Ecovias e a Artesp instalaram o equipamento na madrugada de quinta-feira (29). Falta apenas a colocação de câmeras, sensores e a homologação final da agência reguladora. Enquanto isso, a praça de pedágio física continua funcionando normalmente.

Por que o local mudou do km 29 para o km 37

O plano original previa o início do sistema em agosto, com o pórtico posicionado no km 29. Moradores de São Bernardo do Campo, na região do Pós-Balsa, pressionaram pela mudança alegando impacto no trânsito local. A Artesp atendeu ao pedido e deslocou a cobrança para oito quilômetros à frente.

O equipamento do km 29 não será desmontado. Passará a operar exclusivamente como ponto de monitoramento operacional da pista. Um terceiro pórtico complementar será instalado no km 33 da Via Anchieta.

Como fica a conta para quem sobe e desce a serra

A grande novidade tarifária é a cobrança nos dois sentidos. Hoje, o motorista paga R$ 40,60 apenas no sentido litoral. Com o free flow, a tarifa cai para R$ 20,30 por passagem — mas valerá tanto para quem sobe quanto para quem desce.

  • Sentido litoral (ida): R$ 20,30
  • Sentido capital (volta): R$ 20,30
  • Viagem de ida e volta: R$ 40,60 (mesmo valor atual)

Para quem faz o trajeto completo, o custo total não muda. A diferença está no rateio: usuários que apenas descem a serra — moradores do litoral que trabalham na capital, por exemplo — passarão a contribuir.

Tag, placa ou totem: três formas de pagar sem parar

O sistema identifica o veículo por meio de antenas, câmeras OCR e sensores de eixo. Quem já usa tag (Sem Parar, ConectCar, Veloe, entre outros) segue sem alterações: a cobrança é automática e o motorista nem precisa reduzir a velocidade.

Veículos sem tag terão a placa lida automaticamente. O pagamento poderá ser feito em até 30 dias após a passagem, pelo site oficial pedagiodigital.com ou nos totens de autoatendimento espalhados pelo SAI. Não haverá boleto enviado para casa.

O que vem pela frente: fim das cabines e filas zero

Após a homologação, a Artesp confirmou que a praça de pedágio atual — com cabines, cancelas e filas — será desativada e removida. A data ainda não está definida, mas a promessa é eliminar gargalos históricos, especialmente em feriados e temporada de verão, quando o tempo de espera passa de uma hora.

O free flow também traz ganhos de segurança: a redução de pontos de parada brusca e arrancada diminui colisões traseiras, hoje frequentes nas aproximações das praças.

O que observar nos próximos meses

Fique atento a três marcos: a publicação da portaria de homologação da Artesp, o anúncio da data de “switch” (troca do sistema físico pelo eletrônico) e a divulgação dos locais exatos dos totens de pagamento. Quem costuma viajar à serra sem tag deve se cadastrar no site antecipadamente para evitar multa por atraso — o prazo de 30 dias começa a contar na passagem pelo pórtico, não na data da notificação.