Saúde

EUA cobram nova declaração em novembro: veja se seu voo muda

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Nova autodeclaração sanitária obrigatória para embarcar aos EUA a partir de novembro de 2026.

A partir de 3 de novembro de 2026, ninguém embarca para os Estados Unidos sem preencher um novo formulário sanitário. A regra vale até para quem apenas faz conexão em solo americano e pega muitos viajantes de surpresa pelo nome assustador: “declaração de Ebola”.

Calma: não há exigência de vacina, teste ou certificado médico. O documento é uma simples autodeclaração de que você não esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores ao voo. Mas ignorá-lo impede o embarque.

O que muda na prática no balcão da companhia aérea

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) determinou que a responsabilidade de entregar e coletar o formulário é da companhia aérea. Você não precisa baixar nada no site do governo americano nem levar papéis de casa.

O processo varia conforme a empresa, mas geralmente funciona assim:

  • O formulário aparece durante o check-in online no app ou site da aérea;
  • Ou é apresentado no balcão de atendimento ou portão de embarque;
  • Pode ser preenchido no celular (formato digital) ou em papel;
  • Exige apenas nome, assinatura, data e a confirmação de ausência no Congo nos últimos 21 dias.

Sem o preenchimento, a equipe de solo não tem autorização para liberar o passageiro. A regra entra em vigor às 23h59 (horário da Costa Leste dos EUA) do dia 3 de novembro.

Escala no Congo conta como “ter estado no país”

Aqui está o detalhe que pega quem faz rotas africanas ou conexões incomuns: o CDC considera “presença na República Democrática do Congo” até mesmo uma conexão aérea dentro do território congolês, mesmo que o passageiro não saia da área restrita do aeroporto.

Por outro lado, apenas sobrevoar o espaço aéreo do país não conta para a contagem dos 21 dias. A distinção é técnica, mas decisiva para quem tem roteiros complexos pela África Central.

E se você esteve no Congo recentemente?

Quem esteve fisicamente no território congolês nos 21 dias anteriores ao voo não poderá embarcar para os EUA, salvo exceções muito específicas autorizadas pelas autoridades americanas.

A contagem é estrita: o dia da saída do Congo é o “dia zero”. O embarque só volta a ser permitido a partir do 22º dia após a saída, desde que todos os demais requisitos de entrada (visto, ESTA, passaporte) estejam em ordem.

Checklist rápido para não ter dor de cabeça

  • Confirme com sua aérea como o formulário será disponibilizado (app, site, totem ou papel);
  • Verifique seu histórico de viagens dos últimos 21 dias antes do voo;
  • Lembre-se: conexão em aeroporto congolês conta como presença no país;
  • Não gaste tempo nem dinheiro procurando “certificado de Ebola” ou vacinas extras — eles não são exigidos;
  • Chegue ao aeroporto com antecedência extra nas primeiras semanas da regra, pois filas de check-in podem ficar mais lentas.

O que observar daqui para frente

A implementação prática depende 100% das companhias aéreas. Algumas já integraram o formulário ao check-in digital; outras ainda vão distribuir papel no balcão. Viajantes com bilhetes emitidos para datas posteriores a 3 de novembro devem monitorar e-mails e notificações da empresa responsável pelo voo.

Além disso, a medida está atrelada ao surto de Ebola na República Democrática do Congo. Se a situação epidemiológica mudar, o CDC pode alterar, suspender ou endurecer a exigência sem aviso prévio longo. Manter o hábito de checar o site oficial do CDC e os canais da aérea na véspera da viagem continua sendo a melhor estratégia para evitar surpresas no portão de embarque.