Justiça

Ex-ministro de Dilma rompe com Willer e denuncia uso indevido de assinatura

Edinho Silva e Willer Tomaz em foto de arquivo, representando rompimento político no PT paulista
Ex-ministro Edinho Silva denuncia uso indevido de assinatura e rompe com deputado Willer Tomaz.

O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social no governo Dilma Rousseff, Edinho Silva, anunciou rompimento político com o deputado federal Willer Tomaz (PT-SP) e acusa o parlamentar de ter usado sua assinatura sem autorização em documento partidário.

A ruptura expõe rachas internos no PT paulista às vésperas das eleições municipais. Edinho, que coordena a pré-campanha de Guilherme Boulos (PSOL) à prefeitura de São Paulo, protocolou representação na direção nacional do partido.

O documento contestado

Segundo a representação, a assinatura de Edinho Silva teria sido aposta em manifesto de apoio a Willer Tomaz na disputa pela presidência do diretório municipal do PT na capital paulista. O ex-ministro nega ter subscrito o texto.

Willer Tomaz é deputado federal pelo PT de São Paulo e integra a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária no partido. A disputa interna pelo comando do diretório paulistano opõe setores alinhados à direção nacional a grupos mais identificados com a base social histórica da legenda.

Impacto na aliança com Boulos

O episódio ocorre no momento em que PT e PSOL tentam consolidar aliança em torno da candidatura de Guilherme Boulos. A federação entre as duas siglas prevê apoio mútuo nas principais capitais, mas divergências locais ameaçam o acordo.

  • Edinho Silva é articulador da chapa Boulos-Marta Suplicy (vice)
  • Willer Tomaz vinha costurando apoio a pré-candidatura própria do PT
  • Direção nacional do PT já indicou preferência pela aliança com PSOL

Próximos passos

A direção nacional do PT deve analisar a representação nas próximas semanas. Enquanto isso, a executiva municipal segue sob comando interino. O desfecho da disputa interna pode definir se o partido terá candidatura própria ou marchará com Boulos já no primeiro turno.

Para observadores, o caso ilustra a tensão entre a estratégia nacional de ampliar a federação com PSOL e PV e as resistências de diretórios estaduais e municipais que preferem candidaturas próprias para manter estrutura e tempo de TV.

O que observar daqui pra frente: a decisão da executiva nacional sobre a representação de Edinho Silva e a posição formal do diretório paulistano sobre a aliança com Boulos. Ambos os desdobramentos devem ocorrer antes das convenções partidárias de agosto.