Cultura

Você não vai acreditar: cão sobrevive 5 dias sob escombros e é salvo pelo choro…

Cão Romário sendo resgatado com vida por bombeiros após 5 dias sob escombros de prédio em Niterói
Romário sobreviveu cinco dias enterrado nos escombros e foi salvo após tutor reconhecer seu latido

O cachorro Romário foi resgatado com vida nesta quarta-feira (21) após passar cinco dias enterrado nos escombros de um prédio que desabou no Caramujo, em Niterói. O animal não sofreu nenhum ferimento, segundo o Corpo de Bombeiros. A descoberta só aconteceu porque o tutor, ainda hospitalizado, reconheceu o latido de sofrimento vindo da ruína.

Pablo Oliveira, de 16 anos, e a irmã Beatriz, de 25, dormiam no imóvel de três andares quando a estrutura cedeu na sexta-feira (16). Ambos já tiveram alta médica, mas o paradeiro do pet permaneceu um mistério até a manhã de hoje.

O detalhe que mudou tudo

Testemunhas no local relataram que Pablo, mesmo se recuperando dos traumas do desabamento, identificou o choro característico do animal entre os destroços. A percepção aguçada do adolescente direcionou as equipes de resgate para o ponto exato onde Romário estava preso.

O bombeiro civil que atuou na operação confirmou: o cão estava ileso. Cinco dias sem água, comida ou luz, protegido apenas por frestas entre lajes e tijolos.

Como a estrutura protegeu o animal

A configuração dos escombros criou uma espécie de “bolha de sobrevivência”. Especialistas em resgate urbano explicam que vãos formados por móveis resistentes ou vigas que não cederam totalmente funcionam como cápsulas de ar.

  • Tempo soterrado: 120 horas (5 dias completos).
  • Condição física: Sem ferimentos aparentes.
  • Resgate: Realizado na manhã de 21/10 pelo Corpo de Bombeiros.
  • Local: Rua Professor Carlos Wandenkolk, Caramujo, Niterói (RJ).

Esse fenômeno, conhecido como “espaço de vida viável”, é o principal alvo das buscas nos primeiros 72 a 96 horas. Romário estendeu esse limite.

A noite do desabamento e a prima bombeira

No dia 16, a prima das vítimas, Nilce Coelho, revelou que a filha da família — recém-formada em curso de bombeiro civil — foi a primeira a chegar. Ela cavou um buraco manualmente e manteve contato verbal com os irmãos soterrados até a chegada do socorro especializado.

Beatriz saiu com relativa facilidade. Pablo, preso em uma posição mais complexa, exigiu mais tempo de trabalho das equipes. Os dois estavam lúcidos durante todo o atendimento.

O que observar nos próximos dias

O caso reacende o debate sobre a fiscalização de imóveis antigos em áreas de encosta na Região Metropolitana do Rio. A Defesa Civil deve vistoriar prédios vizinhos para avaliar risco de novo desmoronamento.

Para tutores, o episódio deixa um alerta prático: microchip e coleira com identificação aceleram reencontros em cenários de caos. Romário não tinha chip, mas a memória auditiva do dono funcionou como tecnologia de ponta.

Agora, a família se reúne completa — dois irmãos e um cachorro que desafiou a estatística. O próximo capítulo é a perícia técnica no imóvel para definir as causas estruturais da queda.