Justiça

TSE mobiliza Força Federal em 7 cidades do RN: o que muda no 2º turno…

Tropas federais em cidade do RN garantem segurança no segundo turno das eleições 2024
Força Federal atua em sete municípios potiguares para assegurar a ordem no segundo turno eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o envio de tropas federais para sete municípios do Rio Grande do Norte às vésperas do segundo turno, marcado para domingo (25). A decisão altera a logística de segurança em regiões onde o acirramento político exige presença reforçada. Mas o impacto real vai além do policiamento ostensivo.

A autorização saiu em sessão virtual extraordinária na segunda-feira (19), sob relatoria do ministro Nunes Marques. O pedido partiu do TRE-RN após consulta direta a juízes eleitorais de quatro zonas — 41ª, 43ª, 53ª e 63ª — que sinalizaram risco à normalidade da votação.

Quais cidades terão reforço federal

A medida atinge municípios de portes variados, espalhados por diferentes regiões do estado. Confira a lista completa:

  • Alexandria — Alto Oeste potiguar
  • João Dias — Região Oeste, fronteira com a Paraíba
  • Doutor Severiano — Microrregião de Pau dos Ferros
  • Boa Saúde — Agreste, polo da 53ª zona eleitoral
  • Sítio Novo — Território do Trairi
  • Serra Caiada — Também no Trairi, área de histórica disputas acirradas
  • Riacho da Cruz — Oeste, pequena densidade, alto engajamento político

O que o governo do estado já havia feito

Antes da decisão do TSE, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) enviou manifestação formal informando que providências próprias já estavam em andamento para o segundo turno. O Executivo estadual argumentava que sua estrutura seria suficiente para garantir a ordem.

Mesmo assim, a Assessoria Judiciária da Presidência do TRE-RN entendeu que o pedido deveria subir à Corte Superior. O tribunal regional acatou a recomendação e formalizou a solicitação — que acabou deferida por unanimidade.

Por que a Justiça Eleitoral insistiu no pedido

A divergência entre a avaliação do governo estadual e a dos juízes de base revela um ponto sensível: a percepção de risco no território nem sempre coincide com a visão centralizada. Magistrados que atuam nas zonas eleitorais citaram histórico de conflitos, proximidade de facções e acirramento de campanhas locais como fatores que justificam a presença da Força Nacional e do Exército.

O envio de tropas federais não substitui a polícia estadual — atua em apoio, sob coordenação do juiz eleitoral de cada município. A logística inclui escolta de urnas, segurança de locais de votação e pronto-emprego para eventuais ocorrências no dia da eleição e na apuração.

O que observar daqui para frente

Até domingo, a movimentação de efetivos deve se intensificar nas estradas que cortam o Alto Oeste e o Agreste. Empresários e gestores locais devem ficar atentos a possíveis restrições de tráfego em rodovias estaduais e federais nos dias 24 e 25, além de alterações no funcionamento de comércios próximos a zonas de concentração de eleitores.

Outro ponto: a presença federal costuma inibir ocorrências de boca de urna, transporte irregular de eleitores e coação no entorno das seções. Para quem atua em logística, campanha ou monitoramento de riscos, o cenário muda — e a janela de planejamento se encerra na véspera do pleito.