Justiça

Chuvas no 2º turno: campanha pede prorrogação de votação em MG e RS

Eleitores enfrentam alagamentos para votar no segundo turno em Minas Gerais e Rio Grande do Sul
Chuvas intensas e alagamentos dificultam acesso às urnas no segundo turno das eleições.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou no TSE um pedido urgente para estender em duas horas o horário de votação deste domingo em dezenas de municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. A justificativa: chuvas intensas, alagamentos e falta de energia que dificultam o deslocamento de eleitores.

O encerramento previsto para as 17h passaria para as 19h no horário de Brasília. A coligação do adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentou solicitação semelhante ao TSE e ao STF, citando problemas no transporte público.

Quais localidades entram no pedido

A petição lista municípios específicos nos dois estados onde as condições climáticas comprometeram a infraestrutura eleitoral:

  • Minas Gerais: Belo Horizonte, Poços de Caldas e cidades da Região Metropolitana com seções sem energia
  • Rio Grande do Sul: São Borja, Itaqui e Uruguaiana, atingidas pela cheia do rio Uruguai

O tamanho do problema em números

Dados preliminares da Cemig, citados no documento, indicam que 163 locais de votação ficaram sem energia em Minas Gerais até o momento do pedido. Desse total, 18 estão na capital e 65 na Região Metropolitana. A petição também relata alagamentos em Belo Horizonte e Poços de Caldas.

No lado gaúcho, a Defesa Civil estadual emitiu aviso de risco de inundação no Rio Uruguai entre São Borja e Uruguaiana, além de alerta hidrológico específico para São Borja.

Alternativas se o pedido principal for negado

A campanha apresentou um plano B caso o TSE não aceite a extensão geral para todos os municípios indicados:

  • Prorrogação apenas nos 163 locais mineiros sem energia
  • Extensão em seções específicas de Belo Horizonte
  • Seções de São Borja, Itaqui e Uruguaiana em áreas de risco de cheia
  • Autorização para juízes eleitorais decidirem caso a caso onde houver alagamento, interdição de vias, deslizamento ou falta de luz

O pedido prevê ainda que a medida possa ser expandida a outros municípios, zonas e seções que os tribunais regionais identifiquem como afetados.

Divulgação do resultado e justa causa

Se a extensão for concedida, a campanha solicita que a totalização dos votos para presidente comece apenas após o encerramento nas seções abrangidas. As demais seções poderiam ter seus boletins recebidos e totalizados normalmente.

Outro ponto: independentemente da decisão sobre o horário, a petição pede que a ausência de eleitores impedidos pelos eventos climáticos seja considerada justa causa, evitando multas ou cancelamento de título.

O que observar nas próximas horas

O processo foi encaminhado à presidência do TSE, ocupada pelo ministro Kassio Nunes Marques, com pedido de decisão imediata. O argumento da defesa é simples: a solicitação perde o objeto depois das 17h.

A resposta do tribunal definirá se milhões de eleitores em áreas atingidas terão tempo extra para votar — e se o anúncio do resultado final será adiado. Decisões desse tipo em segundo turno são raras e costumam gerar repercussão imediata no mercado e na análise de risco político.