Motoristas de aplicativo do Distrito Federal registraram boletim de ocorrência contra um ex-colega que passou a perseguir integrantes de um grupo de WhatsApp com fotos de armas, nudes e mensagens de cunho sexual. O caso está sob investigação na 38ª Delegacia de Polícia, em Vicente Pires.
Como tudo começou: uma pergunta e um banimento
O conflito teve início quando o suspeito questionou no grupo “Motoristas Unidos” como criar uma conta falsa em uma plataforma de transporte. Ele havia sido bloqueado do aplicativo por dirigir sem cinto de segurança.
Administradores removeram o participante na sexta-feira (9). Cinco dias depois, na quarta-feira (14), ele iniciou uma campanha de intimidação individual contra ex-colegas.
Relatos de assédio e invasão de privacidade
Uma motorista de 41 anos, que prefere não se identificar, descreveu o que recebeu:
- Mensagens chamando-a de “safada”
- Fotos nuas do agressor
- Figurinhas com conteúdo sexual explícito
“Eu me senti assediada, invadida e constrangida, como se eu fosse um lixo”, relatou à polícia.
A escalada para ameaças armadas
Segundo Marcel Eiras, um dos administradores do grupo, a situação piorou quando integrantes avisaram que procurariam a polícia. O suspeito respondeu com imagens de armas de fogo.
Um motorista recebeu a foto de uma pistola acompanhada da frase: “Vagabundo, você também vai tomar”.
O que a polícia apura agora
A investigação deve analisar:
Prints das conversas e mídias enviadas
Identificação do autor por meio do número de telefone
Possível enquadramento por ameaça, assédio sexual e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento
O grupo “Motoristas Unidos” reúne profissionais que usam o espaço para trocar informações sobre corridas, trânsito e emergências do dia a dia.
O que observar daqui para frente
O caso expõe a vulnerabilidade de trabalhadores de aplicativo em comunidades digitais sem moderação robusta. A polícia deve ouvir os administradores e vítimas nos próximos dias. Enquanto isso, motoristas do DF reforçam a importância de denunciar comportamentos abusivos logo nos primeiros sinais — antes que a intimidação virtual vire risco físico.
