O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) caminha para liquidar a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes já no próximo domingo, 4 de outubro. Levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (29) coloca o atual mandatário com 53% das intenções de voto válidas, ante 39% de Fernando Haddad (PT). A diferença de 14 pontos percentuais torna a reeleição no primeiro turno o cenário central para o maior colégio eleitoral do país.
O que diz o levantamento
Foram ouvidos 2.000 eleitores paulistas entre os dias 24 e 28 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE segue sob o código SP-06293/2026.
No cenário estimulado para o primeiro turno, a fotografia fica clara:
- Tarcísio de Freitas (Republicanos): 53%
- Fernando Haddad (PT): 39%
- Outros candidatos: 1%
- Branco/Nulo: 4%
- Não sabe/Não respondeu: 3%
Os demais concorrentes — Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) — somam 1% e aparecem agrupados na categoria “outros”.
Rejeição e aprovação: o termômetro real
O abismo entre os dois polos não se resume à intenção de voto. A rejeição a Haddad atinge 42% do eleitorado, a maior entre todos os nomes testados. Tarcísio registra 35% de “não votaria de jeito nenhum”.
Paralelamente, a gestão atual goza de avaliação majoritariamente positiva. São 64% de aprovação contra 35% de desaprovação. Quando o eleitor qualifica o governo, 42% o classificam como “ótimo ou bom”, 33% como “regular” e 24% como “ruim ou péssimo”.
E se houver segundo turno?
O instituto simulou o cenário improvável de um segundo embate. A distância aumentaria: Tarcísio saltaria para 57%, enquanto Haddad ficaria estagnado em 40%. A transferência de votos dos candidatos nanicos e dos indecisos tende a beneficiar o titular, consolidando a tendência de continuidade.
O que isso sinaliza para o ambiente de negócios
Para investidores e empresários, a leitura vai além da política partidária. A provável definição no primeiro turno remove a incerteza de um mês adicional de campanha polarizada, reduzindo a volatilidade de ativos estaduais e o prêmio de risco em contratos de longo prazo.
A alta aprovação da gestão sugere continuidade na agenda de concessões, privatizações e parcerias público-privadas (PPPs) que marcaram os últimos dois anos. Setores como saneamento, transportes e energia devem manter o fluxo de editais sem rupturas bruscas de direção.
Além disso, a base de apoio ampla no Legislativo estadual — reforçada pela votação majoritária do governador — facilita a aprovação de ajustes fiscais e marcos regulatórios pendentes, essenciais para o equilíbrio das contas paulistas.
Pontos de atenção para os próximos dias
A reta final exige monitorar três variáveis: a taxa de abstenção, que costuma subir em eleições decididas antecipadamente; a composição da nova Assembleia Legislativa, que ditará a velocidade das reformas administrativas; e a transição da equipe econômica, caso haja mudanças no secretariado para o segundo mandato.
O cenário desenhado pelos números aponta para estabilidade institucional. Cabe ao mercado precificar agora a certeza de que o comando do estado não mudará de mãos em 2026.
