O PRTB confirmou Leonardo Avalanche como candidato à Presidência no lugar de Pablo Marçal, após o TSE vetar o empresário por unanimidade. A troca foi oficializada na segunda-feira (14), último dia permitido para alterações na chapa. A candidatura, no entanto, ainda aparece no sistema da Justiça Eleitoral com status de “aguardando julgamento”.
Por que Marçal ficou fora da disputa
Na sexta-feira (11), o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o registro do ex-coach. A Corte entendeu que ele não cumpriu o prazo legal de filiação partidária e manteve a inelegibilidade até 2032. A punição decorre de condenação na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024, quando promoveu concursos com prêmios em dinheiro para quem compartilhasse vídeos.
Além de barrar o registro, os ministros determinaram a retirada do nome de Marçal da urna e proibiram atos de campanha. Por outro lado, autorizaram a substituição na chapa — janela que o PRTB utilizou no limite do prazo.
Quem é Leonardo Avalanche, o novo cabeça de chapa
Natural de Anápolis (GO), Leonardo Alves de Araújo — conhecido como Leonardo Avalanche — tem 42 anos. É analista de sistemas, formado em Direito e atuou no setor privado antes de assumir a presidência nacional do PRTB em 2024.
Ele coordenou a campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo no ano passado. Em julho, chegou a ser lançado como pré-candidato à Presidência na convenção de Goiânia. Em agosto, porém, o partido inverteu a chapa: Marçal presidente, Avalanche vice. Agora, o cenário se inverte novamente.
A vice e o status de “aguardando julgamento”
Com a mudança, Silvia Hellen da Silva Pereira assume a vaga de vice-presidente. Ambos já constam no site do TSE, mas a validação final depende de nova análise da Corte. Não há prazo definido para essa deliberação.
Em nota, Avalanche afirmou que a decisão foi conjunta com Marçal. “Lutamos até o último minuto para manter o Pablo na disputa. Diante disso, eu e o Pablo decidimos, juntos, não desistir do Brasil”, declarou o novo candidato.
O histórico turbulento no comando da legenda
A trajetória de Avalanche no controle do PRTB não é linear. Em setembro de 2025, a Justiça Eleitoral de Goiás homologou sua expulsão do partido. A medida foi revertida judicialmente em fevereiro de 2026, recolocando-o na presidência nacional a tempo de viabilizar a troca na chapa majoritária.
Esse vaivém jurídico expõe a fragilidade interna da sigla e pode ser usado por adversários para questionar a solidez da candidatura recém-anunciada.
O que observar nas próximas semanas
O foco imediato está no julgamento do registro de Avalanche pelo TSE. Se deferido, o PRTB terá um nome na urna com perfil técnico e jurídico, mas sem o capital eleitoral de Marçal. Se indeferido, a sigla pode ficar sem representação na disputa presidencial.
Outro ponto de atenção é a capacidade de transferência de votos. Marçal obteve quase 28% dos votos válidos no primeiro turno em São Paulo. Testar se esse eleitorado segue a chapa sob nova liderança será o termômetro real da viabilidade do projeto nas urnas de outubro.
