O ex-ministro do governo Dilma Rousseff anunciou rompimento político com Willer e acusa uso não autorizado de sua assinatura em documentos. A denúncia levanta dúvidas sobre a validade de atos assinados nos últimos meses.
O que motivou a ruptura
Segundo pessoas próximas ao ex-ministro, a gota d’água foi a descoberta de que sua assinatura teria sido reproduzida sem consentimento em pelo menos três instrumentos formais. A assessoria jurídica já prepara notificação extrajudicial.
Documentos sob suspeita
- Termo de adesão a programa federal — janeiro de 2024
- Procuração para representação em conselho — março de 2024
- Manifesto político-partidário — maio de 2024
Todos os documentos circularam em redes oficiais e foram usados para legitimar posicionamentos que o ex-ministro afirma não endossar.
Impacto no cenário político
O rompimento enfraquece a articulação de Willer no Congresso. Parlamentares da base aliada já sinalizam cautela em votar pautas prioritárias do grupo até que a autenticidade dos documentos seja periciada.
Advogados ouvidos reservadamente estimam que, se comprovada a falsidade, os atos podem ser anulados administrativamente — o que retrocederia prazos e exigiria nova tramitação.
O que observar daqui para frente
A perícia grafotécnica deve ser concluída em até 30 dias. Enquanto isso, o ex-ministro evita comentar se buscará responsabilização criminal. Willer não se pronunciou publicamente até o fechamento desta edição.
