A Prefeitura de Tremembé desembarcou uma caravana de empresários na Feira do Empreendedor 2026, em São Paulo, nesta terça-feira (20). A missão, articulada com o Sebrae, vai muito além de uma visita técnica: é uma aposta direta na transformação da economia local. O que esses empreendedores trouxeram na bagagem pode redesenhar o futuro dos negócios na cidade.
A imersão no maior evento da América Latina
A ação partiu da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e teve como palco a São Paulo Expo, na capital paulista. Durante o dia, o grupo circulou por corredores que reuniam mais de 900 expositores, assistiu a palestras de referência nacional e testou soluções que ainda não chegaram ao interior.
A programação foi desenhada para cobrir todas as dores de quem empreende. Não faltaram arenas temáticas, rodadas de negócios, consultorias gratuitas e oficinas práticas. Tudo distribuído em seis eixos estratégicos:
- Comece seu Negócio – validação e primeiros passos;
- Amplie seu Negócio – escala e novos mercados;
- Melhore sua Gestão – processos, finanças e pessoas;
- Comportamento Empreendedor – mindset e liderança;
- ESG – sustentabilidade e governança na prática;
- Cidade Empreendedora – integração entre poder público e setor privado.
O impacto direto no dia a dia do empresário local
Para o secretário da pasta, a participação na FE26 funciona como uma injeção de repertório. O empreendedor que passa o ano apagando incêndios operacionais ganha, em poucas horas, acesso a tendências que levaria meses para descobrir sozinho.
Mas o ganho real não está apenas no conteúdo exposto nos estandes. As rodadas de negócios e as consultorias personalizadas abrem portas para parcerias comerciais, novos fornecedores e canais de venda que dificilmente surgiriam no networking habitual da região.
Por que a gestão pública aposta nessa conexão
A inclusão do eixo “Cidade Empreendedora” na grade do evento não é por acaso. Ela sinaliza que a prefeitura entende seu papel como indutora de ambiente favorável. Levar o empresariado para respirar inovação em São Paulo é uma forma de encurtar a distância entre a realidade local e as práticas de ponta do mercado.
Essa movimentação também pressiona internamente por melhorias na burocracia municipal. Afinal, de pouco adianta o empreendedor voltar cheio de ideias se a máquina pública não acompanha a velocidade da inovação.
O que observar daqui para frente
O termômetro real do sucesso dessa caravana será medido nos próximos trimestres. Fique atento à abertura de novas linhas de crédito facilitadas pelo município, à criação de ambientes de inovação (como hubs ou coworkings públicos) e à simplificação de alvarás e licenças.
Se a gestão conseguir traduzir a inspiração da FE26 em políticas públicas concretas, Tremembé pode se tornar um caso de referência no Vale do Paraíba. O próximo passo não é mais uma viagem — é a execução.
