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O segredo que abala o Vale do Silício: CEO da Nvidia, espiã chinesa e a ligação direta com Trump

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Ilustração conceitual: Jensen Huang no centro de controvérsia geopolítica entre EUA e China

O governo dos Estados Unidos sustenta que Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, manteve um relacionamento íntimo com uma executiva recrutada pela principal agência de inteligência da China. A revelação, contida em um memorando de inteligência, coloca o homem mais poderoso da IA no centro de uma investigação que mistura espionagem, comércio de chips e acessos privilegiados à Casa Branca.

O documento foi distribuído a um círculo restrito de altos funcionários dias antes de Donald Trump embarcar para Pequim. A partir daí, a pressão sobre a Nvidia — e sobre o próprio Huang — só aumentou.

Quem é a executiva no centro do storm

Alice Huang (sem parentesco com Jensen) ocupa cargo de direção na Megaspeed, empresa sediada em Singapura e cliente estratégica da Nvidia. Segundo a inteligência americana, ela foi cooptada pelo Ministério da Segurança do Estado chinês para atuar como agente de influência.

Fotografias e vídeos dos dois juntos circularam em redes sociais, reforçando a tese de proximidade pessoal. A Nvidia não comentou o memorando, limitando-se a repetir que seu CEO “encontra milhares de executivos de clientes todos os anos”.

O elo com o contrabando de chips

A Megaspeed é investigada por supostamente desviar processadores avançados da Nvidia para a China, burlando os controles de exportação impostos por Washington. A empresa nasceu em 2023, após cisão de um conglomerado chinês de jogos eletrônicos.

Uma investigação interna da Nvidia, concluída anteriormente, não encontrou irregularidades. Mas o memorando de inteligência reabre o caso sob nova ótica: a de uma operação de inteligência coordenada, não apenas uma falha de compliance.

  • Chip em foco: H200, o mais avançado liberado para venda na China até o momento.
  • Mercado: Singapura funciona como hub logístico para reexportação ao território chinês.
  • Risco: Acelsração da modernização militar de Pequim via IA generativa.

Trump, o telefonema e o Air Force One

A relação de Huang com o presidente americano adiciona camadas políticas ao episódio. Desde o segundo mandato de Trump, em 2025, o CEO esteve em várias reuniões na Casa Branca e fez lobby direto para liberar o H200 a clientes chineses.

Quando a comitiva oficial partiu para a cúpula com Xi Jinping em maio, Huang não estava no Air Force One. Minutos depois, Trump ligou pessoalmente para ele. O executivo voou ao Alasca e embarcou na aeronave durante escala técnica. Em setembro, participou do jantar de Estado oferecido a Xi.

Essa proximidade incomoda autoridades de segurança nacional, que veem risco em um CEO estratégico manter canal direto com o presidente enquanto é alvo de operação de inteligência adversária.

O Congresso entra em cena

Um dia após a divulgação do memorando, líderes republicanos de três comissões da Câmara — China, Relações Exteriores e Inteligência — pediram que Huang deponha em sessão reservada. Querem respostas sobre a reportagem do New York Times que first revelou a conclusão da inteligência: Huang era alvo de uma operação de espionagem chinesa.

Também cobrarão detalhes dos protocolos de segurança da Nvidia. A empresa ainda não confirmou se o CEO comparecerá.

O que observar daqui para frente

Três frentes definirão os próximos capítulos: a disposição do Congresso em forçar o depoimento, o desfecho da investigação sobre a Megaspeed e a postura de Trump diante do aliado que se tornou passivo de investigação. Para investidores e executivos do setor, o sinal é claro: a fronteira entre negócios, geopolítica e segurança nacional deixou de existir. Quem ignora esse novo tabuleiro, joga no escuro.