A Axia Energia e a Firjan Sesi acabam de abrir 20 bolsas integrais para a segunda turma de robótica básica na Zona Norte do Rio. As aulas começam em fevereiro de 2027, mas as inscrições se encerram dia 16 de novembro.
O programa mira adolescentes de 14 a 17 anos em situação de vulnerabilidade, oferecendo não só o ensino técnico, mas suporte financeiro para que a frequência não seja um obstáculo. O diferencial está nos detalhes que garantem a permanência do aluno.
O que está incluso na bolsa
Além da gratuidade do curso de três meses, os selecionados recebem auxílios diários práticos:
- Auxílio lanche fornecido nos dias de aula;
- Auxílio transporte no valor de duas passagens de ônibus por dia letivo;
- Aulas às terças e quintas-feiras, no turno da tarde, na unidade Firjan Sesi Maracanã.
Essa estrutura visa eliminar as barreiras logísticas que costumam afastar jovens de oportunidades de qualificação tecnológica.
Quem pode se candidatar
O edital define critérios objetivos para priorizar o público-alvo. Podem se inscrever estudantes que:
- Tenham entre 14 e 17 anos;
- Estejam matriculados na rede pública de ensino;
- Apresentem bom rendimento escolar;
- Residam nas comunidades Borda do Mato, Divinéia ou João Paulo II;
- Tenham participação em atividades extracurriculares, como Olimpíadas de Matemática (desejável).
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo formulário on-line “Inscrição para Curso de Robótica” até o dia 16.
Por que grandes empresas apostam nessa formação
Para Marcia Massotti, diretora de Sustentabilidade da Axia Energia, a iniciativa vai além da responsabilidade social. “Investir na qualificação de jovens onde a Axia possui ativos fortalece o poder de transformação da Educação e contribui para o desenvolvimento sustentável dessas regiões”, afirma. A executiva destaca que as habilidades de programação e resolução de problemas ampliam as oportunidades de crescimento pessoal e profissional.
Do lado da Firjan Sesi, o gerente de Educação Básica, Vinícius Mano, reforça o caráter estratégico da robótica. “É uma ferramenta fundamental para despertar nos jovens o interesse pela ciência e pela tecnologia, estimulando o raciocínio lógico, a criatividade, o trabalho em equipe e a capacidade de resolver problemas”, explica. A meta declarada é democratizar o acesso a esse conhecimento para revelar talentos e promover inclusão.
Expansão já tem cronograma definido
A primeira turma, também com 20 alunos, conclui o ciclo em novembro de 2026. O sucesso piloto garantiu a continuidade: estão programadas mais cinco turmas entre 2027 e 2028. Isso representa a formação de mais 100 jovens na região nos próximos anos, consolidando um polo de base tecnológica na Zona Norte.
O que observar nos próximos passos
O prazo curto de inscrição (até 16/11) exige agilidade de escolas, famílias e líderes comunitários na divulgação. Como o curso exige boas notas e perfil proativo, a seleção tende a ser competitiva mesmo com o recorte territorial. Para o mercado, a iniciativa sinaliza como o setor privado está estruturando pipelines de talentos técnicos desde a base, olhando para comunidades específicas onde operam. Acompanhar a empregabilidade desses egressos nos próximos dois anos será o termômetro real da eficácia do modelo.
