A 10ª edição do Bazar Chic Beneficente abre as portas neste sábado (7) no Clube Estoril, em Campo Grande, com mais de 10 mil itens novos e seminovos custando a fração do preço de loja. A entrada é gratuita e o evento rola das 13h às 18h, mas a fila promete se formar cedo. O que explica descontos que chegam a 95% em etiquetas de grife?
O que esperar das araras e prateleiras
O volume impressiona: são 2 mil calçados entre adultos e infantis, sendo mil pares nunca usados. No vestuário, blusas e vestidos femininos saem por R$ 12, camisas masculinas a partir de R$ 25 e bolsas por R$ 29. O piso mínimo de qualquer peça é R$ 9.
O mix de marcas é o grande atrativo para quem busca revenda ou consumo próprio de alto giro. Estarão expostas etiquetas como:
- Tommy Hilfiger, Polo Ralph Lauren, Calvin Klein
- John John, Le Lis Blanc, Richards, Animale
- Infantis: Carter’s e Fábula
Segundo Eloir Marques, voluntária coordenadora da precificação, a conta fecha porque o acervo vem de doações corporativas e estoques parados. “Temos itens de R$ 600 na loja saindo por R$ 49 no evento”, exemplifica.
O diferencial dos calçados: mil pares zerados
Diferente da maioria dos bazares beneficentes, onde calçado costuma ser peça de mostruário ou usado, metade do estoque de sapatos aqui é nova na caixa. Isso muda completamente a margem para lojistas de marketplace e brechós de Instagram que precisam de produto impecável para foto e envio.
Tênis de performance, casuais e infantis compõem a grade. Como não há reposição durante as cinco horas de evento, a estratégia de quem vive de revenda é mirar essa seção nas duas primeiras horas.
Leilão exclusivo: bolsas, relógios e tênis cobiçados
Além da venda direta, haverá leilão ao vivo de itens “premium” selecionados. Bolsas estruturadas de luxo, relógios de marca e edições limitadas de tênis entram no martelo. Para participar, basta estar presente e registrar o lance — sem cadastro prévio nem taxa de adesão.
Essa dinâmica costuma atrair colecionadores e investidores de ativos de moda, criando um segundo público que circula pelo salão e aquece a venda do estoque regular.
Logística e pagamentos: o que levar na bolsa
A organização aceita dinheiro, Pix, débito e crédito. Não há estacionamento oficial do clube para o evento, então transporte por app ou carona solidária resolve o deslocamento. Dica prática: leve sacola reforçada ou carrinho de feira; as sacolas plásticas do local acabam rápido e caixas de papelão não são fornecidas.
Prováveis gargalos: provadores (poucos para o volume de gente) e fila do caixa após as 16h. Quem vai focado em revenda costuma separar as peças no braço, fotografar etiquetas para conferir composição depois e só então ir para a fila.
Impacto social: para onde vai o faturamento
100% da arrecadação líquida financia projetos sociais mantidos pela entidade organizadora. Não há custo operacional repassado ao comprador — estrutura, mão de obra e divulgação são absorvidos por voluntários e parceiros. Ou seja, o desconto extremo não esconde margem oculta; é liquidação real com finalidade filantrópica.
O que observar daqui pra frente
Se o sábado chover, o fluxo cai 30% nas duas primeiras horas e sobe no fim da tarde — janela ideal para quem quer variedade sem disputa de provador. Para a próxima edição, a coordenação já sinaliza teste de vendas online simultâneas para peças de alto valor, o que pode reduzir o estoque físico disponível no local. Quem atua no secundário de moda deve monitorar o Instagram oficial do bazar na quinta-feira anterior: costumam soltar “spoilers” de lotes exclusivos que ditam a fila do dia.
