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Derrotado, Flávio Bolsonaro humilha Lula nesses países; veja quais

Mapa mundial destaca países onde Bolsonaro venceu Lula com mais de 90% dos votos no exterior
Mapa revela os 38 países onde o candidato do PL obteve votação majoritária fora do Brasil

Flávio Bolsonaro (PL) perdeu a corrida ao Planalto por margem apertada — 51,79% a 48,21% — mas construiu redutos eleitorais no exterior onde a vantagem beira a unanimidade. O mapa da votação fora do Brasil revela um padrão geográfico surpreendente que contrasta com o resultado nacional.

Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderou em 62 nações, o candidato do PL venceu em 38. A diferença está na intensidade: em territórios específicos, a votação do senador ultrapassou 90% dos válidos.

O caso extremo do Himalaia

No Nepal, país do sul da Ásia com apenas 32 eleitores brasileiros aptos, a disparidade chocou. Flávio recebeu 12 votos (92,31%), contra um único voto em Lula (7,69%). No primeiro turno, a força já era semelhante: 84,62% para o liberal.

O colégio eleitoral minúsculo não altera o placar geral, mas expõe bolhas de apoio intensas que o resultado agregado esconde.

Fronteira sul: o domínio no Paraguai

O fenômeno mais robusto em volume ocorreu na América do Sul. No Paraguai, Flávio somou 4.542 votos (86,60%), deixando Lula com 703 (13,40%). Duas cidades de fronteira concentram o massacre:

  • Salto del Guairá (fronteira com MS): 95,84% para Flávio (576 votos) vs 4,16% para Lula (25 votos).
  • Ciudad del Este (fronteira com PR): 91,52% para Flávio vs 4,16% para Lula.

A proximidade com estados bolsonaristas históricos (Mato Grosso do Sul e Paraná) explica, em parte, a replicação do padrão doméstico além da linha divisória.

O xadrez global: viradas e estabilidade

Dos 90 países com urnas no segundo turno, o PL virou o placar em três nações e três cidades em relação à primeira etapa. O PT, por sua vez, avançou em dois países e sete municípios.

A logística mobilizou 186 cidades espalhadas por 134 países e territórios, incluindo a Guiana Francesa. O comparecimento, porém, segue baixo: 58,37% de abstenção entre 916 mil aptos. Ainda assim, 381.443 brasileiros votaram — cerca de 40 mil a mais que no turno inicial.

Comparativo com 2022: Lula cresce, abstenção persiste

No recorte histórico, o petista ampliou sua vantagem absoluta no exterior. Foram 200.154 votos (53,86%) contra 171.497 (46,14%) de Flávio. Em 2022, diante de Jair Bolsonaro, Lula teve 152.905 votos (51,28%).

O crescimento de 47.249 votos em quatro anos sugere expansão da base petista entre expatriados, enquanto a abstenção recorde mantém o eleitorado externo como um “gigante adormecido” nas disputas nacionais.

O que observar daqui para frente

A concentração de votos em fronteiras secas e países com comunidades brasileiras diminutas indica que o voto no exterior não segue apenas lógica ideológica, mas também redes de influência local e perfil migratório. Para estrategistas de 2030, o desafio não é apenas converter votos, mas tirar da inércia os mais de 500 mil eleitores que sequer compareceram.