Cultura

BBB 27: Globo chama Lia Khey e Rodrigo Mussi para o time de veteranos; veja o que muda

Lia Khey e Rodrigo Mussi posam juntos com logotipo do BBB 27, confirmados como veteranos
Globo confirma Lia Khey e Rodrigo Mussi no time de veteranos do BBB 27, com estreia em janeiro de 2027.

A Globo abriu negociações com Lia Khey e Rodrigo Mussi para compor o grupo de veteranos do BBB 27, com estreia marcada para janeiro de 2027. A emissora pretende repetir a fórmula de seis ex-participantes, mas a programação ao redor do reality vai mudar radicalmente. O que isso sinaliza para a estratégia de audiência e para o bolso dos anunciantes?

Segundo apuração da coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, o diretor Rodrigo Dourado quer fechar a lista completa até dezembro. Os contatos com a dupla não garantem vaga, mas indicam a direção que a produção pretende seguir.

Por que Lia Khey e Rodrigo Mussi fazem sentido agora

Lia participou do BBB 10, edição vencida por Marcelo Dourado. Ela já esteve nos planos para o BBB 26, chegou a receber convite, mas recusou — a desistência abriu espaço para Ana Paula Renault, que acabou campeã. A nova investida mostra que a produção vê nela um ativo de engajamento ainda não explorado.

Mussi, por outro lado, construiu carreira digital sólida após o BBB 22 (vencido por Arthur Aguiar). Em entrevistas recentes, declarou que aceitaria voltar. O perfil dele encaixa na lógica de “veterano que virou influenciador”, algo que a Globo tem buscado para amplificar o alcance nas redes.

As mudanças na grade que ninguém está falando

O formato do programa não é o único alvo de reformulação. A Globo prepara três alterações estruturais na exibição:

  • Bate-papo do eliminado: passa a ir ao ar após a exibição na TV aberta, com dois integrantes da plateia — um fã e um hater do participante que acabou de sair.
  • Domingos duplos: duas janelas ao vivo. A primeira à tarde, depois da Temperatura Máxima; a segunda à noite, após o Fantástico.
  • Reality vertical com criadores: competição em formato curto para fãs do BBB. O vencedor garante vaga na equipe oficial de creators da Globo.

Essas mexidas indicam uma tentativa de esticar o tempo de permanência do público na tela e de capturar audiências fragmentadas entre TV linear e plataformas verticais.

O custo de estar no jogo subiu

Para as marcas, a conta mínima para patrocinar o BBB 27 saltou para R$ 17 milhões. O valor reflete a aposta da emissora no poder de fogo comercial do formato, mesmo diante de um cenário de fragmentação de mídia. O pacote inclui exposição nas novas janelas de domingo e nos derivados digitais.

Mas o efeito nos pequenos negócios ainda é incerto. A dinâmica de “fã e hater” no bate-papo pode gerar clips virais — o que beneficia anunciantes que sabem surfar o tempo real —, mas também exige estrutura de monitoramento e resposta rápida que nem todo anunciante possui.

O que observar daqui para frente

A lista de veteranos deve ser fechada até dezembro. Fique atento a dois sinais: a confirmação (ou não) de Lia e Mussi, e a definição dos outros quatro nomes — eles dirão se a Globo aposta em nostalgia pura ou em perfis com alcance digital próprio. Paralelamente, a estreia do reality vertical com creators funciona como laboratório: se der certo, o modelo pode virar peça fixa no ecossistema do BBB, criando uma nova porta de entrada para talentos e uma nova linha de receita para a emissora. Para quem investe ou acompanha o mercado de atenção, o recado é claro: o Big Brother Brasil 27 não será apenas mais uma edição. Será um teste de formato expandido.