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SUV híbrido flex de 370 cv chega para bater de frente com Bronco e Compass

GWM Haval H7 SUV híbrido flex 370 cv tração 4x4 dianteira lateral
O novo GWM Haval H7 chega ao Brasil com 370 cv e tração 4x4 para rivalizar com Bronco e Compass.

A GWM acaba de desembarcar no Brasil o Haval H7, um SUV médio-grande com tração 4×4 e conjunto híbrido flex que entrega 370 cv. O modelo promete acelerar de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos, mas a ficha técnica esconde uma vocação fora de estrada que poucas marcas ousam oferecer nesse segmento.

O segredo está na combinação de um motor 1.5 turbo flex com dois propulsores elétricos, herdada do irmão menor H6. A diferença aqui é a calibragem voltada para torque imediato e a transmissão de quatro marchas integrada à tração integral. O resultado é um SUV familiar que não treme na hora de enfrentar lama ou areia.

O que 370 cv fazem na terra

Durante o teste na Bahia, o H7 percorreu 33 quilômetros mistos, incluindo trechos de terra batida. A aceleração é linear, sem o tranco brusco típico de carros superpotentes. Para o motorista, isso se traduz em conforto; para o engenheiro, em gestão térmica e tração eficiente.

A velocidade máxima é limitada a 190 km/h, mas o foco real está nos sete modos de condução: Normal, Sport, Eco, Neve, Areia, Lama e AWD. O diferencial traseiro tem bloqueio mecânico acionado por botão no console, desativando-se automaticamente acima de 40 km/h — um recurso raro na categoria.

Números que explicam a capacidade off-road

Não é um jipe de trilha extrema, mas os ângulos geométricos colocam o H7 no mesmo ringue de rivais consagrados. Veja os dados técnicos:

  • Vão livre do solo: 22 cm
  • Ângulo de ataque: 24°
  • Ângulo de saída: 31,5°
  • Travessia de água: 580 mm

Essas credenciais o posicionam como alternativa direta a Ford Bronco (R$ 249.990), Jeep Compass Blackhawk (R$ 278.990) e Jetour T2 XWD (R$ 349.990), oferecendo a vantagem do conjunto híbrido flex — algo que nenhum dos concorrentes acima possui.

Autonomia elétrica e recarga prática

A bateria de 27,5 kWh com refrigeração líquida, produzida pela própria GWM, garante 92 km no modo 100% elétrico pelo ciclo Inmetro. É autonomia suficiente para o deslocamento diário de muitos executivos sem gastar uma gota de etanol ou gasolina.

A recarga aceita até 6,6 kW em corrente alternada (wallbox residencial) e 41 kW em corrente contínua (eletropostos rápidos). A arquitetura também suporta V2L: tomadas de 12V e 220V no porta-malas permitem ligar ferramentas, eletrodomésticos ou até recarregar outro veículo elétrico.

Tecnologia que elimina botões físicos

A cabine repete a filosofia “screen-first” da marca. A central multimídia de 15,6 polegadas controla até o teto solar. O painel de instrumentos tem 12,3 polegadas e há head-up display projetado no para-brisa. Apple CarPlay e Android Auto funcionam sem fio.

O conforto térmico chama a atenção: bancos dianteiros ventilados com memória, ar-condicionado de duas zonas com saídas traseiras e um compartimento refrigerado no console central. Para quem viaja atrás, o entre-eixos de 2,74 metros garante espaço de pernas generoso, complementado por cortinas embutidas nas portas traseiras.

Versatilidade de carga e um detalhe genial

O porta-malas comporta 585 litros com cinco ocupantes e chega a 1.404 litros com os encostos rebatidos. Mas o toque de engenharia prática está no console central: uma lanterna recarregável de fixação magnética, que pode ser destacada e grudada na lataria do carro durante uma troca de pneu noturna ou acampamento.

O que observar daqui para frente

O Haval H7 chega para provar que “híbrido flex” não é sinônimo apenas de economia urbana, mas de torque instantâneo onde o asfalto acaba. A incógnita que definirá o sucesso comercial não está na ficha técnica — já amplamente resolvida —, mas no posicionamento de preço frente aos R$ 250 mil do Bronco e aos R$ 279 mil do Compass Blackhawk.

Se a GWM mantiver a agressividade de custo-benefício vista no H6, o H7 tem potencial para reorganizar a tabela de preços dos SUVs médios 4×4 no Brasil. O mercado acompanha agora a estratégia de lançamento e a disponibilidade de rede de assistência para o novo sistema mecânico.