Justiça

Senado por SP: Triplo empate técnico esconde liderança numérica de Derrite

Gráfico de barras mostra empate técnico: Derrite 19%, Tebet 17%, Prado 17% para Senado por SP
Pesquisa Real Time/Big Data aponta triplo empate técnico na corrida ao Senado por São Paulo

Pesquisa Real Time/Big Data divulgada nesta segunda-feira (14) coloca três pré-candidatos em empate técnico na corrida pelo Senado por São Paulo. Guilherme Derrite (PP) surge numericamente à frente com 19%, seguido por Simone Tebet (PSB) e André do Prado (PL), ambos com 17%. A margem de erro de dois pontos percentuais apaga as diferenças, mas abre uma disputa que promete ser decidida nos detalhes.

Os números que definem o cenário atual

O levantamento ouviu 2 mil eleitores paulistas entre 9 e 12 de setembro, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE sob o número SP-02794/2026 confirma a regularidade do processo. Veja como se distribui o eleitorado hoje:

  • Guilherme Derrite (PP): 19%
  • Simone Tebet (PSB): 17%
  • André do Prado (PL): 17%
  • Marina Silva (Rede): 13%
  • Ricardo Salles (Novo): 10%
  • Soninha Francine (Cidadania): 3%
  • Outros: 6% (soma de Geraldo Rufino, Guto Schiavetto e demais)
  • Branco/Nulo: 6%
  • Não sabe/Não responde: 9%

O que a margem de erro realmente esconde

Com dois pontos para mais ou para menos, Derrite pode variar entre 17% e 21%, enquanto Tebet e Prado oscilam entre 15% e 19%. Na prática, qualquer um dos três pode estar na liderança real. O detalhe crucial: Derrite não empata tecnicamente com Marina Silva (13%), o que o isola como único nome fora do alcance direto do quarto colocado no momento.

Já Ricardo Salles, com 10%, empata apenas com a ex-ministra do Meio Ambiente. Isso cria dois blocos distintos: um trio na ponta e uma dupla no meio da tabela, separados por uma fronteira estatística relevante.

O peso dos indecisos e o voto de protesto

Somados, brancos, nulos e indecisos atingem 15% do eleitorado. É um contingente capaz de virar a eleição, especialmente em um estado com o colégio eleitoral de São Paulo. Historicamente, esse percentual cai conforme a campanha avança e os nomes se consolidam na mídia, mas a direção desse voto é incerta.

Além disso, a presença de nomes associados a polos opostos — Derrite e Prado no campo da direita, Tebet e Marina no centro-esquerda — sugere que a disputa deve se polarizar cedo. A fragmentação atual no campo da direita (três nomes somam cerca de 39%) pode forçar acordos ou desistências até o registro das candidaturas.

Metodologia e confiabilidade do levantamento

A amostra de 2 mil entrevistas garante representatividade estadual com erro controlado. O trabalho de campo realizado em quatro dias consecutivos captura um “retrato” estável da opinião pública, sem interferência de eventos de última hora. O registro prévio no TSE é obrigatório e assegura transparência metodológica.

O que observar nos próximos meses

Três variáveis devem ditar o ritmo da corrida até 2026: a definição de quais pré-candidatos efetivamente registram candidatura, o movimento dos 9% de indecisos e a articulação partidária para evitar canibalismo de votos nos respectivos campos ideológicos. O alto índice de rejeição implícito nos brancos/nulos também sinaliza espaço para um “nome novo” ou outsider, embora nenhum apareça forte hoje. Acompanhar a migração do eleitorado de Salles e Marina — caso suas campanhas não decolem — será decisivo para saber para onde pende o centro-direita paulista.