O diretor de compras da Havan, José Luís Paza, completou quatro décadas de empresa e recebeu um presente que resgata sua história: um Ford Escort GL 1984, réplica exata do primeiro carro que ganhou numa rifa, em 1987. A homenagem ocorreu nesta sexta-feira (4) durante o evento Construtores do Sucesso, em Brusque (SC).
Amigo de infância de Luciano Hang, Paza entrou no negócio quando a varejista era apenas uma loja pequena. Hoje, comanda o suprimento de uma rede que fatura bilhões. Mas o que mantém um executivo 40 anos no mesmo lugar?
O carro que conta uma história
O Escort entregue não foi escolhido ao acaso. Em 1987, Paza ganhou um modelo idêntico num sorteio — seu primeiro automóvel. “Receber esse presente agora é como voltar ao passado, relembrar tudo o que vivi até aqui”, disse ele, emocionado, durante a cerimônia.
O veículo simboliza mais que nostalgia. Representa a trajetória de quem viu a Havan sair de Brusque para virar gigante nacional com mais de 170 megalojas.
Como funciona o programa que homenageou 300 pessoas
Criado em 2011, o Construtores do Sucesso reconhece tempo de casa em sete faixas:
- 10 anos
- 15 anos
- 20 anos
- 25 anos
- 30 anos
- 35 anos
- 40 anos — caso de Paza
Nesta edição, 300 colaboradores receberam troféu e presente personalizado conforme a faixa. As celebrações ocorreram simultaneamente na matriz, no Centro de Distribuição, nos postos de combustível e nas megalojas espalhadas pelo Brasil.
O que o diretor diz sobre permanência
Paza evita romantizar a longevidade. Para ele, o segredo não é “aguentar” o tempo, mas reinventar a rotina diariamente:
“A Havan foi construída em cima de coragem. O segredo para ficar 40 anos em um lugar é não olhar para o tempo de serviço e sim se dedicar a fazer algo cada vez melhor a cada dia. É crescer junto e saber que ali está mais do que um salário.”
Ele assumiu diferentes desafios até chegar à diretoria de compras e suprimentos — área crítica para uma varejista de sortimento amplo e logística complexa.
A visão do fundador sobre o parceiro de quatro décadas
Luciano Hang não esconde a simbologia da parceria. “O Paza é prova viva do que é dedicação. Ele topou o desafio comigo lá no início, quando a Havan era uma loja pequena, e nunca parou de trabalhar duro para fazer esse sonho crescer.”
A amizade antecede o CNPJ. Cresceram juntos, estudaram juntos e, quando Hang fundou a empresa, o convite ao amigo foi natural. Quarenta anos depois, a relação pessoal e profissional segue inalterada — algo raro no varejo brasileiro, onde rotatividade em cargos de direção costuma ser alta.
O que observar daqui para frente
O caso Paza levanta uma questão estratégica para qualquer empresário: como reter talentos-chave em ciclos longos sem engessar a inovação? A Havan aposta em reconhecimento ritualizado e progressão interna. O modelo será testado agora com a expansão acelerada — a rede inaugurou 15 megalojas só em 2024 e projeta chegar a 200 unidades nos próximos dois anos.
Para o mercado, o sinal é claro: cultura de longevidade pode ser ativo competitivo, mas exige renovação constante dos desafios internos. O próximo “Construtores do Sucesso” dirá se a receita segue funcionando.
