Uma comitiva da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) desembarca em Ciudad del Este entre 11 e 13 de novembro para a 17ª Expo Paraguay-Brasil. A missão não é apenas protocolar: empresários catarinenses vão atrás de condições tributárias que podem redesenhar a competitividade de suas operações.
O que torna esse movimento urgente agora? A resposta está na combinação entre um mercado vizinho em expansão e uma janela de acesso facilitado que a feira proporciona.
Por que o Paraguai entrou no radar da indústria catarinense
O país vizinho oferece um regime tributário simplificado e custos operacionais menores que os brasileiros. Para setores que dependem de margens apertadas — como metalmecânica, plásticos e alimentos —, a diferença impacta direto no preço final.
Além da carga fiscal, a localização geográfica permite escoar produção para o Cone Sul sem depender exclusivamente de portos saturados. A missão da FIESC foi desenhada para transformar essa vantagem teórica em contratos assinados.
O tamanho da vitrine: números que explicam a aposta
A Expo Paraguay-Brasil não é um evento experimental. Na bagagem, carrega um histórico que justifica o investimento de tempo e recursos das empresas:
- 30 mil visitantes acumulados nas edições anteriores;
- 3,8 mil empresas participantes em rodadas de negócios;
- 220 conferências internacionais realizadas ao longo da história.
Para 2026, a programação foi dividida em seis eixos: rodadas de negócios, exposições, conferências, startups, espaço talks e programação cultural. A estrutura permite que o empresário alterne entre negociação direta, benchmarking e atualização técnica no mesmo dia.
Agenda exclusiva: o diferencial que não está no site do evento
Além da feira aberta, a delegação catarinense terá reunião fechada com a Embaixada do Brasil no Paraguai. O encontro serve para alinhar expectativas sobre o ambiente regulatório, segurança jurídica e linhas de financiamento disponíveis para expansão.
Esse acesso direto a representantes diplomáticos costuma antecipar gargalos burocráticos que, descobertos tarde, travam projetos por meses.
Quem deve prestar atenção nessa movimentação
A missão prioriza perfis com poder de decisão imediata:
- Donos e diretores de indústrias de médio e grande porte;
- Gestores de comércio exterior e expansão internacional;
- Executivos de supply chain em busca de alternativas logísticas.
Startups catarinenses também ganham espaço dedicado na feira, o que sinaliza interesse paraguaio em inovação tecnológica — não apenas em manufatura tradicional.
O que observar daqui para frente
As inscrições para integrar a comitiva oficial seguem abertas pelo e-mail geint@fiesc.com.br. Vagas são limitadas pela logística de traslado e agenda diplomática.
O termômetro real virá nos balanços pós-evento: volume de MOUs assinados, projetos piloto iniciados e, principalmente, quantas empresas convertem o primeiro contato em faturamento recorrente no mercado paraguaio. Quem chegar cedo na fila de negociação costuma ditar as regras do jogo.
