Economia

Você não vai acreditar: a troca que turbinou a carteira de dividendos para novembro

Gráfico de carteira de dividendos com destaque para ação VIVT3 substituindo ALOS3
Ágora troca Allos por Telefônica na carteira de dividendos de novembro

A Ágora Investimentos mexeu no tabuleiro: tirou Allos (ALOS3) e colocou Telefônica Brasil (VIVT3) na seleção de novembro. A justificativa? Caixa imediato, perfil defensivo e baixa sensibilidade aos juros longos.

O movimento sinaliza uma rotação clara: o mercado começa a premiar quem entrega geração de caixa agora, não promessas futuras. Mas o que isso significa para o seu bolso nos próximos 30 dias?

Por que a Vivo entrou no lugar da Allos

Os analistas da casa destacam três pilares que sustentam a troca:

  • Geração de caixa resiliente: receitas recorrentes de telefonia e fibra blindam o fluxo contra ciclos econômicos.
  • Baixa alavancagem: dívida controlada reduz o impacto do custo de capital elevado.
  • Valuation atrativo: preço-alvo de R$ 36,00 implica upside relevante frente ao fechamento anterior.

As estimativas de receita para 2026 e 2027 ficaram praticamente inalteradas. O ajuste fino ficou por conta do mix entre móvel e fixo, refletindo a nova estratégia comercial da operadora.

As cinco posições e o que cada uma entrega

A carteira mantém pesos iguais (20% cada). Veja os números que importam:

Ticker Empresa Recomendação Preço-alvo DY 2026
CSMG3 Copasa Compra R$ 78,00 12,0%
CXSE3 Caixa Seguridade Neutra R$ 21,00 8,0%
ISAE4 ISA Energia Neutra R$ 34,00 6,9%
ITUB4 Itaú Compra R$ 45,00 7,9%
VIVT3 Telefônica Brasil Neutra R$ 36,00 8,4%

Copasa carrega o maior dividend yield projetado: 12% para 2026. Itaú e Telefônica completam o trio de “compras” ou “neutras com viés de alta” segundo a casa.

Desempenho recente: proteção relativa

Em outubro (até o dia 28), a carteira caiu 7,6%. O Ibovespa recuou 8,2% no mesmo período. A diferença de 0,6 ponto percentual parece modesta, mas em meses de venda generalizada, perder menos já é ganhar.

O comportamento defensivo vem justamente da combinação setorial: saneamento, seguros, transmissão de energia, banco grande e telecom. Poucas correlações entre si, o que amortece o impacto de choques setoriais.

O que observar daqui para frente

Três variáveis ditam o rumo da carteira nas próximas semanas:

  • Curva de juros longa: se o DI 2027/2029 subir, o prêmio de risco das “neutras” (CXSE3, ISAE4, VIVT3) será testado.
  • Resultado do 3T26 da Telefônica: confirmação da geração de caixa projetada valida a tese de entrada.
  • Tarifas de saneamento (Copasa): reajustes autorizados pela agência reguladora impactam direto o DY de 12%.

O investidor que busca renda previsível em cenário de Selic alta tem aqui um menu equilibrado: duas “compras” com upside de preço (CSMG3, ITUB4) e três “neutras” com yield atrativo e menor volatilidade. A troca de ALOS3 por VIVT3 reforça o viés defensivo sem abrir mão de retorno duplo — dividendos + potencial de valorização.

Dica prática: monte a posição em parcelas semanais para diluir o preço médio de entrada e acompanhe os relatórios de resultado do 3T26, que começam a sair na primeira quinzena de novembro.