Economia

Revolut libera 5.000 pontos na abertura: o que muda para quem viaja e investe

App Revolut exibindo campanha de 5.000 RevPoints para novos clientes da Conta Global
Nova campanha da Revolut oferece até 5.000 pontos transferíveis para programas de milhas aéreas.

A Revolut acaba de colocar no ar uma campanha que entrega até 5.000 RevPoints para novos clientes da Conta Global — basta cumprir duas metas de uso nos primeiros 60 dias. O diferencial não é só o volume de pontos: eles caem direto no saldo do programa próprio da fintech e podem ser transferidos, sem deságio, para parceiros como Qatar Airways, British Airways, LATAM Pass e Smiles.

Para o executivo que precisa comprar moeda forte todo mês ou para o investidor que dolariza parte do patrimônio, a conta deixa de ser apenas “mais uma opção digital” e passa a funcionar como alavanca de milhagem. Mas o calendário é curto e as regras de spread por plano exigem atenção.

Como funciona a mecânica de bonificação

A campanha exige abertura via link promocional e dois gatilhos de gasto, independentes entre si:

  • 2.000 RevPoints: gasto mínimo de R$ 150 no cartão (crédito ou débito) em até 60 dias.
  • 3.000 RevPoints adicionais: conversão de reais para, no mínimo, US$ 500 (ou equivalente em outra moeda) no mesmo período.

Os pontos são creditados em até 30 dias após o cumprimento das metas e têm validade de três anos. Não há exigência de assinatura de plano pago — o Standard (gratuito) já qualifica.

Onde o ganho real aparece: câmbio com IOF zero e spread controlado

O grande atrativo para quem move dinheiro entre países continua sendo a estrutura de câmbio. A Revolut mantém IOF zerado na compra de moeda estrangeira e oferece uma franquia mensal de conversão sem spread, escalonada por plano:

  • Standard (gratuito): até R$ 1.000/mês
  • Plus: até R$ 2.000/mês
  • Premium: até R$ 4.000/mês
  • Metal: até R$ 10.000/mês
  • Ultra: até R$ 20.000/mês

Acima desses tetos, incide spread de 1,4% — ainda competitivo frente ao câmbio turismo praticado por bancos tradicionais. Para quem faz aportes recorrentes no exterior, a economia composta ao longo do ano pode superar o valor nominal dos pontos da promoção.

Função crédito: liberação gradual em todos os planos

Desde o fim de 2025 a Revolut testa crédito no Brasil. Agora a linha está disponível em todas as categorias, com análise própria e sem exigência de renda mínima declarada, convite ou volume de investimentos. O cartão, quando aprovado, pode ser emitido na hora — versões física e virtual.

No topo do portfólio, o plano Ultra entrega Visa Infinite com 3,0 pontos por dólar gasto, acúmulo turbinado também no débito e acesso ilimitado a salas VIP. Para o viajante corporativo, isso condensa em um único app: câmbio barato, cartão premium e programa de fidelidade próprio.

RevPoints: parceiros exclusivos e estratégia de resgate

O programa da Revolut tem um trunfo que poucos bancos brasileiros oferecem: parceiros aéreos que não possuem outro correspondente bancário no país. Entre eles, Etihad Guest, Aer Lingus AerClub, Vueling Club e Finnair Plus. A transferência é instantânea, 1:1 na maioria dos casos, e feita direto pelo app na aba “RevPoints”.

Para quem emite passagens premium, a combinação “câmbio comercial + IOF zero + pontos transferíveis” cria uma arbitragem real: você compra a moeda barata, ganha pontos na conversão e ainda acumula no programa da companhia aérea na hora do resgate.

O que observar daqui para frente

A campanha de boas-vindas tem prazo indefinido, mas ações agressivas de aquisição costumam encurtar janelas quando a base cresce rápido — a Revolut já passa de 65 milhões de clientes globais. Dois pontos merecem monitoramento: a expansão do limite de spread zero para planos de entrada e a eventual inclusão de parceiros hoteleiros no RevPoints (hoje restrito a aéreas).

Se o seu fluxo envolve dólar ou euro recorrente, a conta deixa de ser “opção de viagem” e entra na esteira operacional. Abra, cumpra as metas nos primeiros 30 dias e use o saldo de pontos para cobrir a próxima emissão executiva. O custo de oportunidade de não fazer é, efetivamente, deixar dinheiro na mesa.