Cinquenta empresários de Mato Grosso do Sul pisaram nesta terça-feira (20) no coração tecnológico da Coreia do Sul. A agenda prevê visitas às sedes globais da Samsung e da Hyundai, além de imersão em Songdo, a cidade inteligente que virou referência mundial. O que eles trouxerem na bagagem pode redesenhar a competitividade da indústria local nos próximos anos.
Quem está na comitiva e por que isso importa para o seu negócio
A missão é coordenada pela Fiems em parceria com o Sebrae. O grupo partiu no dia 14 de outubro e retorna no dia 24, após dez dias de agenda intensa entre China e Coreia do Sul. Os participantes representam setores que formam a espinha dorsal da economia sul-mato-grossense: metalúrgico, têxtil, gráfico, alimentício, tecnologia, comunicação, laticínios e construção civil.
Se você atua em qualquer um desses segmentos — ou negocia com quem atua —, os contatos e referências coletados agora podem virar fornecedores, parceiros ou benchmarks de gestão ainda neste semestre.
O roteiro de inovação: muito além de fábricas
A programação desta terça-feira ilustra o perfil da viagem. Pela manhã, a delegação visita a Escola Internacional Chadwick, o Observatório de Songdo e o Incheon Global Campus. Três paradas que expõem, na prática, como educação, planejamento urbano e cooperação acadêmica sustentam o ecossistema de inovação sul-coreano.
À tarde, o encontro na Embaixada do Brasil em Seul deve tratar de acordos comerciais e facilitação de investimentos bilaterais. É o momento onde relacionamento diplomático vira oportunidade concreta de mercado.
Dados da missão em números
- 50 empresários de 8 setores distintos
- 10 dias de imersão (14 a 24 de outubro)
- 2 países: China e Coreia do Sul
- 4 visitas técnicas só na agenda desta terça na Coreia
- 1 encontro diplomático na Embaixada brasileira em Seul
O caso do portal que busca velocidade e segurança
Samuel Echeverria, diretor administrativo do Campo Grande News, integra a comitiva com objetivo declarado: mapear tecnologias que reduzam latência, aumentem a segurança da informação e escalem a entrega de conteúdo. A mesma demanda aparece em empresas de logística, indústria de base e varejo que dependem de infraestrutura digital robusta.
A busca por fornecedores asiáticos de hardware, software e soluções de cibersegurança não é novidade. O diferencial desta missão é o acesso direto a centros de P&D que costumam ficar fechados a delegações comerciais padrão.
Por que Songdo mudou o jogo para cidades médias
Songdo foi planejada do zero como smart city: sensores de tráfego, coleta pneumática de lixo, edifícios com certificação LEED e governança baseada em dados abertos. Para gestores públicos e privados de municípios sul-mato-grossenses, o modelo oferece respostas práticas para gargalos de mobilidade, saneamento e eficiência energética — sem precisar reinventar a roda.
Mas o efeito mais relevante aparece na formação de capital humano. O Incheon Global Campus concentra campi de universidades como George Mason, Utah e Ghent. O intercâmbio acadêmico ali não é turismo educacional; é pipeline de talentos para indústrias de alta tecnologia.
O que observar daqui para frente
O fechamento da missão, na próxima sexta-feira (24), deve trazer um relatório consolidado de oportunidades mapeadas. Fique atento a três movimentos: anúncios de joint ventures nos setores de autopeças e alimentos; editais de capacitação inspirados no modelo coreano de educação técnica; e novas linhas de crédito atreladas a projetos de inovação validados na Ásia. Quem monitorar esses sinais ganha tempo na execução.
