A tarifa de pedágio em nove praças do Paraná administradas pela EPR Iguaçu ficará mais cara a partir deste domingo (8), com reajuste médio de 6% autorizado pela ANTT. Para motoristas que cruzam as rodovias BR-163, BR-277, PR-182 e PR-280, o impacto no bolso será imediato. Mas há detalhes que podem suavizar a conta — se você souber onde procurar.
O que muda na prática para o seu bolso
O reajuste atinge 662,1 quilômetros de rodovias federais e estaduais sob concessão. A revisão segue o contrato vigente e considera a variação inflacionária do período. Para carros de passeio e caminhonetes (categoria 1), os novos valores já valem a partir da zero hora de domingo.
Confira quanto cada praça vai cobrar:
- BR-163 – Lindoeste: de R$ 18,10 para R$ 19,10
- BR-277 – Prudentópolis: de R$ 16,70 para R$ 17,70
- BR-277 – Candói: de R$ 16,10 para R$ 17,00
- BR-277 – Laranjeiras do Sul: de R$ 15,20 para R$ 16,10
- BR-277 – Cascavel: de R$ 15,10 para R$ 16,00
- BR-277 – Céu Azul: de R$ 15,20 para R$ 16,00
- BR-277 – São Miguel do Iguaçu: de R$ 17,40 para R$ 18,40
- PR-182 – Ampére: de R$ 13,40 para R$ 14,20
- PR-280 – Pato Branco: de R$ 11,00 para R$ 11,60
As demais categorias — caminhões, ônibus, veículos com reboque e semirreboque — também tiveram as tarifas atualizadas conforme multiplicadores contratuais. Um caminhão de 3 eixos (categoria 4) pagará, por exemplo, R$ 57,30 em Lindoeste e R$ 34,80 em Pato Branco.
TAG ainda garante desconto — e pode valer a pena
Mesmo com o aumento, motoristas que utilizam TAG mantêm os benefícios previstos no contrato. O Desconto Básico de Tarifa (DBT) continua oferecendo 5% de redução sobre o valor cheio para veículos leves equipados com o dispositivo.
Além disso, o Desconto para Usuário Frequente (DUF) aplica redução progressiva a cada nova passagem no mesmo sentido e praça dentro do mês. Quanto mais você passa, menos paga — até atingir o teto de desconto da praça. O benefício é automático para veículos leves com TAG ativo.
Impacto no transporte de cargas e logística regional
Para transportadoras e frotistas que operam nas rotas entre o Oeste, Sudoeste e a região de Foz do Iguaçu, o reajuste representa aumento direto no custo por viagem. Em rotas de ida e volta que cruzam múltiplas praças, a diferença acumulada pode pesar na planilha de frete.
Empresas que não utilizam TAG em toda a frota perdem tanto o desconto básico quanto a progressividade do DUF. A adesão em massa ao sistema eletrônico deixa de ser apenas comodidade e passa a ser decisão financeira mensurável.
O que observar daqui para frente
O contrato de concessão prevê revisões anuais atreladas à inflação e a gatilhos de reequilíbrio econômico-financeiro. Novos aumentos devem ocorrer nos próximos aniversários do contrato, salvo mudanças regulatórias. Motoristas e gestores de frota devem monitorar: a adesão ao TAG em 100% da frota leve, a conferência automática de cobranças duplicadas e a renegociação de fretes considerando o novo piso de pedágio. A próxima revisão está prevista para 2025, com base no IPCA acumulado.
