Escolher a profissão só pelo salário é o erro mais caro que um profissional pode cometer hoje. A mentora Carolina Fontela alerta: sem autoconhecimento, até a melhor remuneração vira armadilha. E a inteligência artificial está mudando as regras do jogo mais rápido do que a maioria imagina.
O fator que separa quem prospera de quem apenas sobrevive
Fontela, coordenadora de pós-graduação da Uninassau Teresina, é direta: o primeiro filtro para qualquer decisão de carreira não é o mercado, nem a tecnologia, nem a remuneração. É o autoconhecimento.
“Não adianta buscar uma profissão somente pela remuneração, se você de fato não se identifica”, afirma. Conhecer os próprios talentos e mapear quais competências precisam ser desenvolvidas alinha expectativas ao perfil real de cada pessoa — e evita anos de frustração.
O conselho prático: antes de pesquisar vagas ou cursos, mapeie o que você faz bem sem esforço excessivo e o que drena sua energia. Esse inventário interno poupa tempo e dinheiro.
IA não vem para substituir — vem para separar
A expansão da inteligência artificial assusta, mas Fontela reframa o cenário. A tecnologia não elimina profissões por completo; ela eleva o padrão do que é exigido.
Setores como saúde, educação, cibersegurança, gestão e recursos humanos já integram ferramentas de IA no dia a dia. Quem souber operar essas tecnologias com estratégia ganha vantagem competitiva imediata.
O diferencial, porém, continua humano. “Nós continuamos precisando desenvolver as competências humanas relacionadas à inteligência emocional, pensamento crítico”, destaca a mentora. A máquina processa dados; o profissional decide, contextualiza e assume responsabilidade.
Três pilares para não ficar para trás
- Alfabetização em IA: não basta conhecer ferramentas — é preciso saber aplicar de forma assertiva no seu contexto profissional.
- Aprendizado contínuo: a meia-vida das competências técnicas encolheu. Cursos de atualização deixaram de ser opcionais.
- Habilidades humanas: empatia, negociação, julgamento ético e adaptabilidade são ativos que a IA não replica.
O que observar daqui para frente
O mercado não espera. Profissionais que combinarem autoconhecimento profundo com fluência tecnológica e competências humanas afiadas terão poder de escolha — os demais terão de aceitar o que sobrar. A pergunta que fica: você está investindo no que a máquina não faz, ou apenas no que ela já faz melhor?
