Matheus Henrique Oliveira Silva, de 19 anos, morreu na noite de sábado (24) após cair de um caminhão durante uma carreata em Goianésia, região central de Goiás. O jovem era preparado pelo pai para assumir os negócios da família.
O acidente ocorreu na Rua Santos Dumont, no bairro Covoá II. Segundo a Polícia Científica, Matheus estava no veículo quando se desequilibrou ao descer, bateu a cabeça no chão e sofreu traumatismo cranioencefálico grave. A causa da morte foi choque neurogênico.
O que diz a perícia sobre a dinâmica do acidente
De acordo com informações da Polícia Civil, o jovem estava na carroceria do caminhão junto com outras pessoas, próximo a um veículo de som. A investigação segue em andamento para apurar as circunstâncias exatas da queda.
O Samu foi acionado, mas Matheus não resistiu e morreu durante o atendimento no local.
Herdeiro preparado para a sucessão
Julio Cesar Silva, pai da vítima e empresário, publicou homenagem nas redes sociais descrevendo o filho como primogênito e futuro da empresa familiar. “O seu futuro aqui seria brilhante, mas Deus tinha planos maiores”, escreveu.
O pai destacou três características que definiam o jovem no ambiente profissional:
- Facilidade para transformar clientes em amigos
- Habilidade para fazer pessoas ao redor se sentirem especiais
- Equilíbrio entre dedicação ao trabalho, família e amizades
Repercussão entre entidades e partidos
O Grupo Govel, empresa da família, divulgou nota ressaltando a “alegria e dedicação” do jovem e seu “dom raro de tornar os dias mais leves”.
O diretório municipal do PL em Goianésia, partido ao qual o evento era ligado, classificou o episódio como “trágico acidente” e manifestou solidariedade. O PT local também emitiu nota de pesar pela morte.
O que observar nos próximos dias
A conclusão do inquérito policial deve esclarecer se havia irregularidades na organização da carreata — como excesso de passageiros na carroceria ou falta de dispositivos de segurança. A responsabilidade civil e eventual apuração de negligência dependem desse relatório. Para empresários e organizadores de eventos públicos, o caso reforça a necessidade de protocolos rigorosos de segurança em carreatas e comícios, especialmente quando envolvem veículos de carga adaptados para transporte de pessoas.
