O relógio marca 22h deste sábado (24) e a campanha eleitoral termina oficialmente. A partir desse momento, uma série de restrições entra em vigor e pode pegar desprevenido quem não conhece os detalhes da legislação.
Cerca de 160 milhões de brasileiros estão aptos a votar no domingo (25). Mas as regras do jogo mudam horas antes de as urnas serem abertas.
O que é proibido após as 22h
A legislação eleitoral veda, a partir desse horário:
- Uso de alto-falantes ou amplificadores de som;
- Distribuição de material gráfico — santinhos, adesivos, camisetas, panfletos;
- Caminhadas, carreatas, passeatas ou carros de som com jingles e mensagens de candidatos.
O descumprimento configura crime eleitoral e pode resultar em multa ou até prisão.
O que ainda é permitido no sábado
Até as 22h, a campanha de rua segue liberada. Candidatos e apoiadores podem distribuir material, fazer corpo a corpo e usar equipamentos de som dentro dos limites legais.
Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém o direito de requisitar até dez minutos diários em rádios e TVs para comunicados, boletins e instruções ao eleitorado. Parte desse tempo pode ser cedida aos tribunais regionais.
Sexta-feira encerrou a propaganda gratuita
Na sexta (23), acabou o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para o segundo turno. Também foi o último dia para:
- Publicação de anúncios eleitorais pagos na imprensa escrita;
- Realização de debates entre candidatos no rádio e na TV.
A partir de agora, a exposição de candidatos na mídia tradicional está vedada até o fim da votação.
Horário de votação e ordem na urna
As seções abrem às 8h e fecham às 17h. Quem estiver na fila às 17h ainda vota — mas os acessos serão fechados para quem chegar depois desse horário.
Em seis unidades da federação, o eleitor escolhe também o governador. A ordem na urna nesses locais é:
- Acre
- Amazonas
- Distrito Federal
- Espírito Santo
- Rio Grande do Norte
- Tocantins
Nesses estados, vota-se primeiro para governador, depois para presidente.
O que observar nas próximas horas
O silêncio de campanha nas ruas e na mídia não significa inatividade. Equipes de fiscalização do TSE e dos tribunais regionais intensificam a atuação para coibir irregularidades de última hora — boca de urna, transporte irregular de eleitores e propaganda proibida.
Para o eleitor, a recomendação prática é confirmar o local de votação com antecedência, levar documento oficial com foto e chegar cedo para evitar filas. O aplicativo e-Título permite consultar a seção e justificar ausência, se necessário.
O domingo decide. Mas o que acontece nas próximas 24 horas define se a disputa chega às urnas dentro da legalidade.
