Internacional

O segredo que ninguém conta sobre a corrida presidencial no Amapá…

Gráfico de pesquisa eleitoral no Amapá mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno
Pesquisa Quaest revela empate técnico entre Lula (42%) e Flávio Bolsonaro (35%) no Amapá

Uma nova pesquisa Quaest revela um empate técnico na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro no Amapá, com diferença de apenas um ponto percentual. O cenário de primeiro turno mostra o atual presidente com 42% contra 35% do senador. Mas o detalhe que muda tudo está na solidez do eleitorado.

O levantamento, encomendado pela Rede Amazônica e registrado no TSE sob o número BR-04806/2026, ouviu 804 eleitores entre 20 e 23 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais. Os números expõem um estado estrategicamente dividido, onde a rejeição e a fidelidade ao voto ditam o ritmo da disputa.

Como está o tabuleiro no primeiro turno

No cenário estimulado, Lula (PT) oscilou de 36% para 42% desde agosto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) foi de 33% para 35%. A distância de sete pontos sugere vantagem, mas a margem de erro coloca os dois em situação de paridade estatística. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) com 3%.

Os demais nomes não saíram do traço: Renan Santos (2%), Clariana Barão (1%), Rui Costa Pimenta (1%) e Wilson Grassi (1%). Brancos, nulos e indecisos somam 9%, fatia suficiente para virar a eleição no primeiro turno.

  • Lula (PT): 42% (era 36% em agosto)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 35% (era 33%)
  • Augusto Cury (Avante): 6%
  • Outros: 7% somados
  • Indecisos/Branco/Nulo: 9%

O empate técnico que assusta as campanhas

A simulação de segundo turno é onde a eleição realmente esquenta. Flávio Bolsonaro chega a 48%, contra 47% de Lula. Um ponto percentual. Tecnicamente, estão empatados dentro da margem de erro. Indecisos caem para 1%, e brancos/nulos ficam em 4%.

Isso significa que o Amapá virou um “swing state” em miniatura. Quem conquistar o voto flutuante e reduzir a abstenção leva a melhor. A campanha de rua e o horário eleitoral terão peso desproporcional nas próximas semanas.

Fidelidade do voto: o termômetro da virada

O dado mais revelador não está nas intenções, mas na convicção. Para 79% dos entrevistados, a escolha é definitiva. Apenas 21% admitem poder mudar de ideia até 4 de outubro. Essa rigidez beneficia quem já tem o eleitorado consolidado — hoje, Lula e Flávio Bolsonaro.

Por outro lado, a alta definição torna a conquista dos indecisos mais cara e difícil. Cada ponto percentual disputado nos 21% restantes exige investimento alto em comunicação segmentada e logística de transporte de eleitores no dia da votação.

Avaliação do governo federal no estado

O termômetro da gestão Lula ajuda a entender o cenário: 53% desaprovam a administração federal, contra 43% que aprovam. A desaprovação majoritária não se traduz integralmente em voto no adversário direto, o que indica a existência de um eleitorado “anti-Lula” que não necessariamente vota em Flávio Bolsonaro no primeiro turno — dispersando-se em candidaturas menores ou no voto nulo.

Essa dinâmica explica por que a soma das oposições não garante vitória automática no segundo turno. A transferência de votos de Caiado, Cury e dos nanicos será o xadrez decisivo nas duas últimas semanas de campanha.

O que observar daqui para frente

Com 79% do eleitorado decidido, a janela de mobilização é estreita. Fique atento a três variáveis: o ritmo de crescimento de Lula nas próximas pesquisas (se mantém a curva de agosto para cá), a capacidade de Flávio Bolsonaro agregar os votos de Caiado e Cury no segundo turno, e o comportamento dos 9% de indecisos/brancos/nulos — se migram para abstenção ou definem lado. No Amapá, a eleição presidencial se decide no detalhe logístico e na rejeição cruzada.