Justiça

Senado SP 2026: Três gigantes empatados e uma vaga aberta…

Gráfico de pesquisa eleitoral mostra Marina Silva liderando com 35,1% para Senado SP 2026
Pesquisa Futura/100% Cidades revela empate técnico entre três candidatos ao Senado por São Paulo

Uma nova pesquisa coloca três pesos-pesados da política nacional em empate técnico pelas duas vagas de São Paulo no Senado. A disputa está aberta e os números mostram que qualquer previsão hoje é mera especulação.

O levantamento Futura/100% Cidades, divulgado nesta segunda-feira (28), revela um cenário de instabilidade rara para quem acompanha o maior colégio eleitoral do país.

O retrato numérico da indefinição

Marina Silva (Rede) aparece na ponta com 35,1% das intenções de voto. Logo atrás, praticamente colados, vêm Guilherme Derrite (PP) com 34,7% e Simone Tebet (PSB) com 33,3%. A margem de erro de 2,4 pontos percentuais apaga qualquer vantagem real.

Na prática, significa que a ordem de chegada pode se inverter a qualquer momento. Para o eleitorado paulista, a eleição de 2026 promete ser uma das mais imprevisíveis das últimas décadas.

O pelotão de trás e o fator desistência

O cenário muda de figura ao olhar para o quarto colocado. André do Prado (PL) registra 24%, uma distância considerável do trio de frente, mas ainda com capital eleitoral relevante.

Um detalhe crucial altera a dinâmica: Ricardo Salles (Novo), que marcava 6,3%, retirou a candidatura no dia da divulgação. Seus votos tornam-se agora um ativo disputado, migrando provavelmente para o espectro da direita ou engrossando as fileiras de indecisos.

Os demais nomes testados não ultrapassam a barreira dos 3%:

  • Geraldo Rufino (Podemos): 2,9%
  • Dra. Eliana Ferreira (PSTU): 2,3%
  • Soninha Francine (Cidadania): 1,6%
  • Outros sete candidatos: somados, não chegam a 5%

O eleitor silencioso decide a eleição

O dado mais revelador não está nos candidatos, mas na ausência de escolha. Votos brancos, nulos e “ninguém” somam 22,1%. Os indecisos, porém, são o verdadeiro gigante adormecido: 31,9%.

Quase um terço do eleitorado paulista ainda não sabe em quem votar. Esse contingente é maior que a votação de qualquer candidato isolado. Quem conquistar essa fatia leva as vagas.

Metodologia e o peso de São Paulo

Foram ouvidos 1.600 eleitores entre 22 e 26 de setembro, via telefone. O registro no TSE é SP-06753/2026. A amostra reflete a complexidade de um estado que costuma ditar o rumo das eleições nacionais.

Não se trata apenas de escolher dois senadores. A composição da bancada paulista no Congresso dita o ritmo de pautas econômicas, regulatórias e institucionais que impactam diretamente o ambiente de negócios.

O que observar nos próximos movimentos

A saída de Salles força uma reacomodação imediata no campo da direita. Derrite e Prado precisam absorver esse eleitorado sem se canibalizarem. Do outro lado, Marina e Tebet disputam o mesmo eleitorado de centro-esquerda, mas com perfis distintos: uma com apelo histórico ambiental, outra com trânsito institucional e gestão.

O termômetro real será a capacidade de cada campanha converter indecisos em votos concretos nos próximos meses. Em São Paulo, a eleição para o Senado não se ganha na largada — ela se define na reta final, onde a máquina partidária e a exposição na mídia tradicional ainda falam mais alto que pesquisas de intenção.