Economia

11 nomes na disputa por Minas: o que o 2º maior colégio eleitoral sinaliza para 2026

Mapa de Minas Gerais com 11 silhuetas de candidatos ao governo estadual
Minas Gerais tem 11 chapas na disputa pelo Palácio da Liberdade em outubro de 2026.

Minas Gerais confirmou 11 chapas na corrida pelo Palácio da Liberdade, consolidando o estado como um dos palcos mais fragmentados da eleição de outubro. Com 16,3 milhões de eleitores aptos a votar, o segundo maior colégio do país vira termômetro obrigatório para quem monitora riscos regulatórios e investimentos regionais.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se ninguém passar de 50% dos votos válidos, o segundo turno ocorre em 25 de outubro — mesmo calendário da disputa presidencial.

O peso demográfico que dita a campanha

O eleitorado mineiro tem perfil que obriga candidaturas a falar múltiplas linguagens ao mesmo tempo. Mulheres somam 52% dos aptos a votar; homens, 47%. Entre os 22% que declararam cor ou raça, pardos representam 49,6%, brancos 36,1% e pretos 13,5%.

Essa composição força plataformas que equilibrem pautas urbanas da Região Metropolitana de Belo Horizonte — onde se concentra o PIB industrial e de serviços — com demandas do interior agroexportador e dos vazios demográficos do Norte e Jequitinhonha.

Quem está na urna: a lista em ordem alfabética

  • Alexandre Kalil (PDT)
  • Ben Mendes – Benoni Benjamin Cardoso Mendes (Missão)
  • Cleitinho Azevedo – Cleiton Gontijo de Azevedo (Republicanos)
  • Flávio Roscoe – Flávio Roscoe Nogueira (PL)
  • Gabriel – Gabriel Sousa Marques de Azevedo (MDB)
  • Henrique Áreas – Henrique Áreas de Araújo (PCO)
  • Indira Xavier – Indira Ivanise Xavier (UP)
  • Mateus Simões – Mateus Simões de Almeida (PSD)
  • Patrus Ananias – Patrus Ananias de Sousa (PT)
  • Professor Tuilo Lopes – Tulio Cesar Dias Lopes (PCB)
  • Rafael Duda – Rafael Ribeiro de Ávila (PSTU)

A fragmentação partidária reflete a ausência de uma aliança hegemônica. PSD, PT, PL, Republicanos, PDT, MDB, UP, PCB, PCO, PSTU e Missão lançam chapas próprias — cenário que eleva a probabilidade de segundo turno e alonga a janela de incerteza para contratos de longo prazo.

Por que o segundo turno muda a conta de risco

Se a disputa for ao dia 25 de outubro, o vencedor precisará costurar apoios que hoje estão em campos opostos. Isso significa negociações programáticas que podem redesenhar prioridades de infraestrutura, incentivos fiscais e política ambiental já no primeiro semestre de 2027.

Para o setor produtivo, o calendário estendido adia definições sobre renovação de benefícios do Prodeic, regras de licenciamento e a agenda de concessões estaduais — especialmente rodovias e saneamento.

O que observar daqui para frente

Três variáveis decidirão se a fragmentação atual se traduz em governabilidade ou paralisia: (1) desempenho dos candidatos de centro-direita nas pesquisas de intenção de voto até meados de setembro; (2) adesão de prefeituras do interior — Minas tem 853 municípios — às chapas majoritárias; (3) alinhamento ou distanciamento em relação ao palanque presidencial, que influencia liberação de verbas federais e composição no Senado.

O próximo dado duro sai com as primeiras pesquisas registradas no TSE. Até lá, o mercado trabalha com cenários, não com certezas.