Economia

O segredo que ninguém conta: 8 nomes que vão ditar o rumo econômico do MS

Mapa de Mato Grosso do Sul com 8 silhuetas de candidatos e urnas eletrônicas representando eleição para governador
Oito candidatos disputam o governo do MS em 4 de outubro; 2,02 milhões de eleitores definirão o rumo econômico do estado.

Oito candidatos disputam o comando do Executivo de Mato Grosso do Sul em outubro, e a escolha de 2,02 milhões de eleitores vai desenhar o ambiente de negócios pelos próximos quatro anos. A data do primeiro turno — 4 de outubro — está mais perto do que a agenda da maioria dos empresários permite acompanhar.

O eleitorado sul-mato-grossense tem perfil único: 53% são mulheres e quase metade se declara parda (49,6%). Brancos somam 38,8%, pretos 6,8%, indígenas 3,9% e amarelos 0,8%. Essa composição demográfica pressiona por políticas de inclusão produtiva que nenhum plano de governo ignora.

Quem está na urna e o que cada um representa

A lista oficial, em ordem alfabética de urna, reúne perfis que vão do funcionalismo de carreira ao agronegócio, passando por mandato parlamentar e ativismo socioambiental:

  • Daniel Lemes (PCO) — militância histórica de esquerda radical
  • Delcídio Amaral (PRD/Solidariedade) — ex-senador, conhecimento profundo de Brasília
  • Economista Renato Gomes (DC) — técnico com discurso de gestão fiscal
  • Eduardo Riedel (Fazendo o Futuro Acontecer) — atual governador, base aliada ampla
  • Fábio Trad (Por um MS do Povo) — deputado federal, tradição familiar na política
  • Jeferson Bezerra (Agir) — outsider com bandeira de renovação
  • João Henrique Catan (Novo) — liberal, foco em desburocratização
  • Lucien Rezende (PSOL/Rede) — pauta socioambiental e direitos indígenas

O impacto direto no caixa das empresas

Quem assume o Centro Administrativo em 2027 define a alíquota efetiva do ICMS, a velocidade do licenciamento ambiental e a prioridade dos investimentos em logística — eixos que movem a competitividade do agronegócio, da indústria e do comércio local. O segundo turno, se houver, cai em 25 de outubro, alongando a incerteza regulatória.

O governador eleito também nomeia o secretário de Fazenda e indica conselheiros do Tribunal de Contas, cargos que controlam a execução orçamentária e a fiscalização de contratos públicos. Para quem fatura com o Estado, a troca de comando pode significar revisão de editais ou renegociação de prazos.

Cenários que o mercado deve monitorar

Pesquisas internas de partidos apontam polarização entre a candidatura à reeleição e um adversário de centro-direita, mas a fragmentação em oito nomes abre espaço para surpresas no primeiro turno. A abstenção histórica no estado gira em torno de 18%; cada ponto percentual a menos equivale a cerca de 20 mil votos — suficiente para virar uma disputa apertada.

Outro vetor: a bancada federal. O governador eleito terá de negociar emendas de bancada e liberação de recursos federais para obras como a duplicação da BR-163 e a ferrovia Norte-Sul. A sintonia (ou o atrito) com a Presidência da República pesa no cronograma dessas entregas.

O que observar daqui para frente

Agendas de debates televisionados, a partir de setembro, costumam mover intenções de voto em 3 a 5 pontos percentuais em eleições estaduais. Acompanhe também as prestações de contas parciais no TSE: doadores revelam quais setores apostam em cada projeto. Por fim, mapeie os compromissos de cada candidato com a reforma tributária estadual — o texto final deve ser votado pela Assembleia no primeiro semestre de 2027 e definirá a carga sobre insumos, exportações e serviços por uma década.