A advogada Priscilla Carbone acaba de desembarcar no Abe Advogados como nova sócia da área trabalhista, após mais de uma década no Madrona Advogados. O movimento sinaliza uma reorganização silenciosa entre os grandes escritórios que atendem o mercado corporativo de alto nível.
Com 20 anos de estrada, Carbone carrega no currículo a condução de litígios complexos, auditorias de conformidade e negociações sindicais de alto risco. Mas o diferencial que chamou a atenção do Abe está em outro flanco: a atuação pesada em fusões e aquisições.
O ativo que vai além do contencioso
Não é apenas sobre defender processos. A advogada atua na due diligence trabalhista, previdenciária e ESG de operações societárias — o filtro que pode definir se um negócio de centenas de milhões segue adiante ou trava na última hora. No pós-deal, ela assume a equalização de planos de cargos, salários, benefícios e ajustes sindicais.
Em resumo: ela traduz passivos ocultos em números claros para quem compra e vende empresas. Isso vale ouro para fundos de private equity, family offices e multinacionais que não podem se dar ao luxo de surpresas após o closing.
Conselhos de administração e a visão do dono do negócio
Carbone não vive só no escritório. Ela integra comitês executivos e conselhos de administração de companhias abertas e fechadas. Nesse assento, a ótica muda: o foco sai do “ganhar a causa” e entra na gestão de contingências como variável estratégica.
Essa vivência dupla — advogada externa e conselheira interna — permite antecipar como o judiciário e o sindicato vão reagir a decisões de governança antes que elas virem manchete ou passivo provisionado.
A dobradinha com Fernanda Garcez
A sócia Fernanda Garcez, que já lidera a área trabalhista do Abe, não esconde o entusiasmo: “Priscilla chega para agregar muito ao trabalho que já desenvolvemos, e nossos clientes vão sentir isso no dia a dia”. Carbone completa: “Juntas, unimos vivências e visões complementares para levar uma advocacia trabalhista inovadora, preventiva e conectada à estratégia de negócios”.
A leitura de mercado aponta para uma divisão tática: Garcez mantém a rédea da estrutura e relacionamento institucional; Carbone assume a ponta técnica complexa — M&A, ESG, compliance sindical e contencioso de alto valor.
Credenciais que falam por si
- Pós-graduação em Direito do Trabalho pela FGV
- Especialização em Direito Processual Civil pela FMU
- Membro efetivo da Comissão de Direito do Trabalho da OAB/SP
- Associada da APRES (Associação Paulista de Relações e Estudos Sindicais)
Formação acadêmica sólida, mas o peso real está na trilha prática: 11 anos de Madrona, onde foi sócia, atendendo clientes que figuram no topo do PIB nacional.
Por que esse movimento importa para quem gere risco
A migração de sócios entre escritórios de primeira linha não é fofoca de corredor — é indicador de para onde o capital inteligente está olhando. O Abe vem montando um time que fala a língua do M&A, do ESG e da governança, não apenas a do processo trabalhista tradicional.
Para o empresário ou investidor, a mensagem é clara: a assessoria trabalhista de ponta deixou de ser “resolver processo” e virou “proteger valor na transação”. Quem não tiver esse perfil na banca pode descobrir tardiamente que o passivo oculto comeu o valuation.
O que observar nos próximos trimestres
Fique atento a dois sinais: (1) novos anúncios de contratações no Abe nas áreas de corporate e tributário — o pacote completo para M&A; (2) a movimentação do Madrona para recompor a lacuna, o que pode acelerar consolidações ou novas saídas no mercado.
Enquanto isso, contratos de aquisição em andamento ganham uma variável a mais: a equipe que fará a due diligence trabalhista pode ter acabado de trocar de camisa. Verifique quem assina o laudo.
