Cultura

GP Brasil F1: helicóptero custa até R$ 38 mil; veja como escapar do caos

Helicóptero pousando em heliponto perto do Autódromo de Interlagos para GP Brasil F1
Transporte de helicóptero para o GP Brasil de F1 em Interlagos pode custar até R$ 38 mil o fim de semana.

Ir de helicóptero ao GP Brasil de Fórmula 1 em Interlagos pode custar até R$ 38 mil pelo fim de semana completo. Mas será que o tempo economizado justifica o investimento para executivos e investidores?

A corrida ocorre entre 6 e 8 de novembro em São Paulo, e a gestão do espaço aéreo ficará, pelo terceiro ano seguido, a cargo da Revo. A plataforma de mobilidade aérea porta a porta pertence ao grupo português OHI e opera desde agosto de 2023.

Quanto custa cada modalidade de voo

Quem possui aeronave própria paga taxa de pouso a partir de R$ 14.950 no sábado e R$ 17.250 no domingo. O receptivo no heliponto do autódromo está incluído.

Para fretar uma aeronave da Revo saindo da região da Faria Lima, as opções são:

  • Helicóptero para 5 passageiros (Airbus H135): R$ 17.800 por dia ou R$ 31.000 para sábado e domingo.
  • Helicóptero para 8 passageiros (Airbus H155): R$ 19.900 por dia ou R$ 38.000 para os dois dias.
  • Assento em voo compartilhado: a partir de R$ 4.900 por trecho, em horários fixos.

O voo dura cerca de 10 minutos. Todos os valores referem-se a cada trecho voado.

O impacto real no tempo do executivo

Nos dias de prova, o trânsito no entorno de Interlagos costuma travar completamente. Um deslocamento terrestre que levaria 30 minutos pode ultrapassar três horas. Para quem tem agenda apertada, o helicóptero transforma meio dia perdido em duas janelas de 10 minutos.

Mas o ganho não é só cronológico. Chegar descansado a uma reunião de negócios no paddock ou no camarote corporativo altera a qualidade do networking. O ex-piloto Felipe Massa, embaixador da Revo, circulará pelo lounge da empresa durante o evento.

Por que a demanda explodiu 200% em um ano

Na edição de 2025, a Revo gerenciou 400 voos e 1.100 passageiros nos três dias de GP. Nas rotas próprias, foram 131 pousos e decolagens transportando 769 pessoas — um salto de 200% sobre 2024, o primeiro ano da operação no autódromo.

A frota dedicada ao evento conta com dois Airbus H155 (oito lugares) e um Airbus H135 (cinco lugares). Fora do calendário da F1, a empresa mantém rotas regulares entre Faria Lima, Guarulhos, Alphaville, Fazenda Boa Vista e Quinta da Baroneza, além de sazonais para o litoral norte e Campos do Jordão. Atualmente, realiza cerca de 105 voos por semana.

O que observar para as próximas edições

A tendência é de expansão da malha aérea urbana para grandes eventos. A Revo já sinaliza estudos para novas rotas sazonais e parcerias com organizadores de outros festivais esportivos e culturais. Para quem planeja participar do GP em 2027, a recomendação prática é: reserve a aeronave com pelo menos 60 dias de antecedência — a ocupação das janelas de horário mais nobres costuma esgotar em semanas. Outro ponto de atenção: a regulamentação municipal sobre ruído e horários de voo noturno pode restringir operações após as 22h, o que afeta quem pretende voltar tarde do autódromo.